Aos 79 anos, Tânia Maria, atriz de 'O Agente Secreto', avalia saúde para brilhar no Oscar
Tânia Maria foi descoberta por Kleber Mendonça Filho quando ele buscava figurantes para o filme "Bacurau", lançado em 2019, que marcou a estreia da atriz potiguar no cinema
O cinema brasileiro vive um momento de glória com as quatro indicações de O Agente Secreto ao Oscar 2026. no entanto, nos bastidores, a torcida agora é pela saúde de uma de suas estrelas mais carismáticas. A atriz potiguar Tânia Maria, de 79 anos, está passando por uma rigorosa avaliação médica. Tudo isso para saber se terá condições de enfrentar as 15 horas de voo até Los Angeles para a cerimônia do dia 15 de março. Conhecida como "Dona Tânia", a artista conquistou a crítica e o público na pele de Dona Sebastiana, "roubando a cena" no longa dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Tânia Maria e 'O Agente secreto'
A trajetória de Tânia é marcada pela superação: recentemente, ela conseguiu interromper um vício de 65 anos no cigarro. Contudo, as décadas de tabagismo deixaram marcas na forma de uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A enfermidade, que causa sintomas como falta de ar e tosse persistente, exige cuidados redobrados em viagens de longa distância.
Em suas redes sociais, a pneumologista Zaida Cavalcanti compartilhou o processo de preparação da atriz. "Como a viagem de avião é longa, seguiremos avaliando com responsabilidade se ela poderá realizá-la com segurança", pontuou a médica. O tratamento atual envolve exames de espirometria e tomografias para mapear a capacidade pulmonar da artista. Para a especialista, o acompanhamento não visa gerar medo, mas sim garantir que o bem-estar da atriz.
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Enquanto aguarda o parecer médico, Tânia Maria celebra o sucesso estrondoso de O Agente Secreto. O filme concorre às estatuetas de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Seleção de Elenco e Melhor Ator (para Wagner Moura). A presença da atriz no tapete vermelho seria o símbolo máximo de uma carreira que floresceu plenamente na maturidade. Assim, ela prova que o talento é imune ao tempo — ainda que o corpo peça pausas para respirar.