Plano de paz: Trump pede ao Hamas 'desmilitarização completa e imediata' na Faixa de Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu neste domingo (15) a desmilitarização "completa e imediata" do Hamas, como parte da segunda fase de seu plano para encerrar a guerra entre Israel e o grupo armado islâmico na Faixa de Gaza.
"É muito importante que o Hamas honre seu compromisso com a desmilitarização completa e imediata", disse Trump em sua rede social Truth, acrescentando que os membros de seu "Conselho da Paz" anunciarão uma alocação de US$ 5 bilhões (R$ 26,17 bilhões) para a reconstrução do território palestino, durante uma reunião na próxima quinta-feira (19) em Washington.
Em meados de janeiro, os Estados Unidos anunciaram a transição para a segunda fase do plano de Donald Trump para encerrar definitivamente a guerra em Gaza. Esta fase inclui a retirada gradual de Israel, o desarmamento do Hamas e o envio de uma força internacional de estabilização.
O exército israelense ainda controla mais da metade do território, enquanto o Hamas, no poder desde 2007, se recusa categoricamente a depor as armas sob as condições impostas pelo Estado hebreu. Israel e o movimento islâmico palestino acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra.
Apesar da trégua, episódios de violência militar continuam sendo registrados no enclave. Na manhã deste domingo, ataques israelenses deixaram ao menos 12 mortos em diferentes regiões da Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil do enclave. O exército de Israel alegou ter respondido a uma "violação flagrante" do cessar-fogo pelo Hamas na parte norte do território.
"Potencial ilimitado"
O "Conselho da Paz", liderado por Donald Trump, foi concebido para pôr fim a essa guerra, mas sua carta constitutiva lhe atribui um objetivo muito mais amplo: a resolução de conflitos armados em todo o mundo.
Este órgão, lançado no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro, tem "potencial ilimitado", declarou Donald Trump neste domingo no Truth Social.
Pelo menos 19 países assinaram sua carta constitutiva. Além disso, os estados que solicitaram um assento permanente tiveram que pagar uma taxa de adesão de US$ 1 bilhão.
Alguns países — incluindo a França — se recusaram a participar, e outros afirmaram que só considerariam a adesão se sua carta constitutiva fosse alterada.
Os US$ 5 bilhões prometidos pelos membros do conselho serão oficialmente anunciados na quinta-feira (19), em Washington, com o órgão se comprometendo a fornecer "milhares de pessoas para a Força Internacional de Estabilização (FIE) e para a polícia local, a fim de garantir a segurança e a paz do povo de Gaza", segundo o presidente dos EUA.
RFI com AFP