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Gabinete israelense aprova registro de terras na Cisjordânia, palestinos citam "anexação de fato"

15 fev 2026 - 14h54
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O gabinete de Israel aprovou ‌no domingo novas medidas para reforçar o controle de Israel sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras pelos colonos, uma medida que os palestinos chamaram de "anexação de fato".

A Cisjordânia está entre os territórios que os palestinos reivindicam para um ⁠futuro Estado independente. Grande parte dela está sob controle militar israelense, ‌com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu considera a criação ‌de qualquer Estado palestino uma ameaça ‌à segurança. Sua coalizão governista, que tem uma grande base eleitoral ⁠nos assentamentos, inclui muitos membros que querem que Israel anexe a Cisjordânia, território conquistado na guerra do Oriente Médio de 1967, ao qual Israel alega ter laços bíblicos e históricos.

Os ministros votaram a favor do início de um processo de registro de terras ‌pela primeira vez desde 1967, uma semana após aprovarem outra série ‌de medidas na Cisjordânia ⁠que suscitaram condenação ⁠internacional.

"Estamos continuando a revolução dos assentamentos e fortalecendo nosso domínio em todas ⁠as partes de nossa terra", ‌disse o ministro das ‌Finanças de extrema direita, Bezalel Smotrich.

O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o registro de terras é uma medida de segurança vital, enquanto o gabinete afirmou em comunicado que ⁠se trata de uma "resposta adequada aos processos ilegais de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina".

O Ministério das Relações Exteriores disse que a medida promoverá a transparência e ajudará a resolver disputas de terras.

A presidência palestina condenou a ‌ação, afirmando que ela constitui "uma anexação de facto do território palestino ocupado e uma declaração do início de planos de anexação ⁠que visam consolidar a ocupação por meio de atividades de colonização ilegais".

A organização israelense de monitoramento dos assentamentos Peace Now disse que a estratégia de Israel pode levar à expropriação de até metade da Cisjordânia dos palestinos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou a anexação israelense da Cisjordânia, mas seu governo não tem procurado conter a aceleração da construção de assentamentos por parte de Israel.

O mais alto tribunal das Nações Unidas afirmou, em um parecer consultivo não vinculante em 2024, que a ocupação israelense dos territórios palestinos e os assentamentos ali são ilegais e devem ser encerrados o mais rápido possível.

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