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Combate ao grupo Estado Islâmico é 'prioridade absoluta', diz chanceler francês em viagem à Síria

O combate ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) é uma "prioridade absoluta" para a França, disse o chanceler francês Jean-Noël Barrot nesta quinta-feira (5), em Damasco, na Síria. O ministro francês das Relações Exteriores pediu às autoridades do país que apliquem integralmente o acordo recentemente concluído com os curdos, após uma reunião com o chanceler Assaad al‑Chaiban, no âmbito de uma visita oficial.

5 fev 2026 - 13h59
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"Há dez anos, a França lutou, combateu sem trégua e sem piedade os terroristas do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria", declarou o chefe da diplomacia francesa. "Vim reafirmar essa prioridade absoluta da França", disse o chanceler.

O ministro das Relações Exteriores sírio Assaad al‑Chibani recebe o chanceler francês Jean‑Noël Barrot em Damasco; encontro ocorre em meio a negociações sobre acordo entre Síria e forças curdas (05/02/26).
O ministro das Relações Exteriores sírio Assaad al‑Chibani recebe o chanceler francês Jean‑Noël Barrot em Damasco; encontro ocorre em meio a negociações sobre acordo entre Síria e forças curdas (05/02/26).
Foto: © Louai Beshara / AFP / RFI

Jean-Noël Barrot também esteve no Iraque nesta quinta, onde se reuniu com o chanceler Fouad Hussein em Bagdá. Após o encontro, o ministro iraquiano reafirmou o apoio do país ao acordo entre o governo sírio e os curdos. Segundo ele, a instabilidade na Síria afeta "negativamente" o Iraque, que cooperará "com a parte síria na continuação da luta contra o grupo EI". 

As forças curdas, que foram a linha de frente da luta antijihadista, tiveram de se retirar, sob pressão de Damasco, de vastas áreas do norte do país onde há prisões de jihadistas e campos que abrigam suas famílias. As Forças Democráticas Sírias (FDS, dominadas pelos curdos) devem ser integradas ao Exército sírio. Jean‑Noël Barrot destacou o "envolvimento pessoal" do presidente francês, Emmanuel Macron, "para evitar um banho de sangue, facilitar um cessar-fogo e permitir que um acordo fosse alcançado" entre Damasco e os curdos.

De acordo com o chanceler francês, a implementação do acordo de 29 de janeiro "está avançando". Barrot deve se reunir com o chefe das forças curdas, Mazloum Abdi, no Iraque. Segundo uma fonte do Ministério das Relações Exteriores francês, o ministro pediu a "plena aplicação do acordo, especialmente no que diz respeito aos direitos dos curdos". O chanceler sírio não deu declarações após o encontro.

O acordo frustrou as esperanças dos curdos de manter a zona autônoma estabelecida no norte e nordeste da Síria durante a guerra civil que destruiu o país entre 2011 e 2024. A luta contra o EI também será tratada nesta quinta-feira com o governo central em Bagdá e, em seguida, com as autoridades regionais curdas iraquianas em Erbil, de acordo com uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.

A estabilidade da Síria é um elemento indispensável para a segurança regional, defende o governo francês. As novas autoridades islamistas sírias aderiram à coalizão antijihadista. Mas, desde a retirada das Forças Democráticas Sírias, os Estados Unidos começaram a transferir centenas de detidos do grupo EI para o Iraque, temendo fugas.

Aliados do Irã

No Líbano, onde deve chegar nesta sexta-feira (6), Jean‑Noël Barrot levará "uma forma de garantia" a países que abrigam em seu território grupos aliados ao Irã, como as milícias xiitas e o movimento Hezbollah. Representantes do Irã e dos Estados Unidos devem se encontrar nesta sexta-feira, em Omã, após o posicionamento de uma força naval e militar de peso para manter a pressão sobre Teerã.

Em Beirute, as conversas vão girar em torno da continuidade do desarmamento do Hezbollah, previsto no acordo de cessar-fogo firmado no fim de 2024 com Israel. O ministro francês tratará ainda da preparação da conferência de apoio ao Exército libanês e às forças de segurança interna, prevista para 5 de março em Paris, cujo objetivo é fornecer ajuda financeira e equipamentos para reforçar sua missão de desarmar o movimento.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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