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América Latina

Eleição presidencial na Costa Rica pode fortalecer onda conservadora na América Latina

Os costarriquenhos votam neste domingo (1°) para escolher o novo presidente, com a governista Laura Fernández como favorita. A cientista política conservadora de 39 anos herda o capital político do presidente Rodrigo Chaves e lidera as pesquisas ao adotar um discurso de linha dura contra o crime, em meio ao avanço do narcotráfico e da violência no país.

1 fev 2026 - 12h04
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Para evitar um segundo turno em abril, ela precisa de 40% dos votos. Levantamento da Universidade da Costa Rica (UCR) indica que Fernández tem 44% das intenções, embora 26% dos eleitores ainda estejam indecisos. Uma vitória consolidaria a guinada a direita na região. Chaves mantém aliança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A candidata à presidência da Costa Rica pelo partido Povo Soberano, Laura Fernández, na seção eleitoral da escola Julián Volio Llorente durante a eleição presidencial em San José, em 1º de fevereiro de 2026.
A candidata à presidência da Costa Rica pelo partido Povo Soberano, Laura Fernández, na seção eleitoral da escola Julián Volio Llorente durante a eleição presidencial em San José, em 1º de fevereiro de 2026.
Foto: AFP - MARVIN RECINOS / RFI

A escalada da violência — 17 homicídios por 100 mil habitantes — domina a campanha. O governo atribui a crise ao narcotráfico e responsabiliza o Judiciário pela impunidade. Admiradora do presidente salvadorenho Nayib Bukele, Fernández propõe concluir a construção de uma megaprisão, endurecer penas e decretar estados de exceção em áreas conflagradas. A oposição acusa a candidata de tentar reproduzir o modelo autoritário salvadorenho e teme que ela busque mudanças constitucionais para favorecer um retorno de Chaves ao poder.

"Ditadura dos privilégios"

Fernández nega intenções autoritárias e afirma que pretende acabar com a "ditadura dos privilégios". Analistas apontam que seu favoritismo também se apoia na indignação com a política tradicional e no desgaste de serviços públicos como a saúde. Estudos da UCR indicam que, apesar de cinco anos de estabilidade fiscal, houve redução no financiamento de programas sociais.

Com 20 candidatos na disputa, os adversários apostam em forçar um segundo turno ou em obter uma bancada legislativa que limite o avanço do projeto governista. A ex-primeira-dama Claudia Dobles, de centro, figura entre o segundo e o terceiro lugar nas pesquisas e critica o tom agressivo da campanha de Chaves e Fernández.

Apesar da queda da pobreza de 18% para 15,2% entre 2024 e 2025, a Costa Rica segue entre os países mais desiguais da região e é o segundo mais caro da América Latina.

As urnas abriram às 6h e fecham às 18h (horário local, 21 em Brasília). Os primeiros resultados são esperados ainda esta noite. 

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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