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América Latina

EUA: Trump afirma que seu indicado para liderar o Fed deve 'cortar taxas de juros'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) que Kevin Warsh, seu indicado para comandar o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), acredita firmemente na necessidade de reduzir as taxas de juros no país. A escolha de Warsh, de 55 anos, como presidente da instituição foi comunicada nesta sexta-feira por Trump. Ele vai substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em maio e com quem Trump trava uma batalha pública em torno dos juros.

30 jan 2026 - 16h43
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"Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele ficará na história como um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor. Além disso, ele tem tudo para ser protagonista e não irá falhar. Parabéns, Kevin!", declarou Trump em sua plataforma Truth Social.

EUA: Trump afirma que seu indicado para liderar o Fed 'quer cortar as taxas de juros, sem dúvidas'
EUA: Trump afirma que seu indicado para liderar o Fed 'quer cortar as taxas de juros, sem dúvidas'
Foto: © Annabelle Gordon / AFP / RFI

"Ele sem dúvida quer cortar as taxas. Venho observando-o há algum tempo", declarou o presidente dos EUA na Casa Branca, referindo-se a um pedido que tem feito repetidamente ao Banco Central.

Nos últimos meses, Warsh, que já esteve à frente da instituição, vinha sendo especulado pela imprensa norte-americana como o próximo chefe do Federal Reserve. Em 2006, ele foi nomeado por George W. Bush e se tornou, aos 35 anos, o presidente mais jovem da história do Fed, ficando no cargo por cinco anos.

Ele poderia ter permanecido até 2018, mas preferiu renunciar em 2011, criticando uma política monetária muito flexível para apoiar a recuperação após a crise de 2008-2009.

Warsh criticou governança do Fed

Há meses, Donald Trump exigia que o presidente do Fed baixasse as taxas de juros, mas Jerome Powell, apesar de ter sido nomeado pelo próprio Trump, resistia em nome da independência do Banco Central norte-americano.

As disputas entre Donald Trump e Jerome Powell têm raízes na abordagem do então presidente sobre a política monetária dos Estados Unidos. Nomeado por Trump em 2018 como presidente do Federal Reserve, Powell rapidamente se tornou alvo das críticas do presidente quando começou a aumentar as taxas de juros para conter a inflação e evitar o superaquecimento da economia.

A relação conflituosa continuou durante o restante do primeiro mandato de Trump, tornando-se um dos exemplos mais claros da tensão entre a política presidencial e a autonomia do Federal Reserve. Até hoje, o histórico dessas disputas é lembrado como um caso de choque entre políticas populistas e decisões técnicas de política monetária.

Questionado na quarta-feira (28) sobre o conselho que poderia dar ao seu sucessor, Powell respondeu simplesmente: "Ficar fora da política partidária".

Em novembro passado, em um artigo publicado no Wall Street Journal, Kevin Warsh aderiu ao discurso do governo ao denunciar a "governança deficiente" do Fed, que, segundo ele, deve rever sua política monetária e a regulamentação dos bancos.

Conhecido por suas visões conservadoras sobre política econômica, Warsh frequentemente defende uma abordagem cautelosa sobre o assunto, enfatizando a estabilidade dos preços e a gestão dos riscos inflacionários.

Aprovação do Senado

O Senado, de maioria republicana, deve agora aprovar a indicação de Donald Trump. Embora o partido do presidente tenha maioria na casa, o destino do Fed é um dos poucos assuntos sobre os quais seus aliados manifestam publicamente um desacordo com Trump.

Assim, alguns se ofenderam com o processo judicial recentemente iniciado pelo Ministério da Justiça, que pode levar a um processo criminal contra Powell, e amplamente interpretado como mais uma violação da independência da instituição monetária.

Membro da comissão do Senado que ouvirá Kevin Warsh, o republicano Thom Tillis informou que não aprovará nenhuma nomeação enquanto o processo judicial não for arquivado.

A oposição democrata, por sua vez, acusa o presidente dos EUA de querer colocar "fantoches" no Fed para assumir o controle.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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