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América Latina

Conselheiro de Trump aponta 'falhas' de agentes federais após morte de enfermeiro em Minneapolis

Stephen Miller, conselheiro de segurança interna do presidente americano, Donald Trump, citou pela primeira vez nesta terça-feira (27) a existência de possíveis falhas no "protocolo" da ação de agentes federais de imigração que resultaram na morte do enfermeiro Alex Pretti, durante protestos em Minneapolis no sábado (24).

28 jan 2026 - 06h43
(atualizado às 08h13)
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"Os reforços enviados a Minnesota para uma missão de proteção deveriam ser utilizados para conduzir operações rápidas, criando uma barreira entre as equipes que realizam as prisões e os perturbadores. Estamos analisando por que a equipe da Polícia de Proteção de Fronteiras (CBP) pode não ter seguido o protocolo", declarou Miller.

A mudança de tom surpreende, já que no fim de semana o conselheiro defendeu os agentes federais que mataram o enfermeiro, de 37 anos, que chamou de "assassino em potencial". Após as declarações, a Casa Branca se pronunciou para explicar que Miller se referia a "diretrizes gerais" destinadas a agentes de imigração que atuam no estado, e não ao incidente que resultou na morte de Pretti.

Segundo o comunicado, as autoridades "examinarão por que meios adicionais de proteção das forças não estavam presentes para apoiar a operação" destinada a expulsar imigrantes sem documentos de Minnesota. Em entrevista à Fox News nesta terça, o presidente americano considerou a morte de Alex Pretti "muito triste", mas lembrou que ele carregava uma arma quando foi atingido.

Vídeos publicados nas redes sociais mostrando que o enfermeiro não representava uma ameaça e a repressão desproporcional aos protestos geraram indignação pública. Segundo um relatório preliminar do Departamento de Segurança Interna enviado ao Congresso americano e divulgado na terça por diversos veículos de imprensa do país, dois policiais atiraram na vítima cinco segundos depois que um agente gritou "ele tem uma arma!".

O republicano também anunciou a intenção de "desescalar" a ação anti-imigração na cidade e disse que enviará a Minneapolis o encarregado das fronteiras, Tom Homan, que deve assumir o comando do ICE na cidade. "Mesmo que não concordemos em tudo, essas reuniões representam um ponto de partida produtivo", declarou ele na plataforma X. 

O chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Gregory Bovino, deixou o cargo de "comandante-geral" do ICE após a morte de Pretti.

Embora tenha cedido um pouco diante das críticas, Donald Trump não pretende rever sua política migratória. O republicano afirmou que sua ministra da Segurança Interna, Kristi Noem, permanecerá no cargo e que não se trata de um recuo, mas apenas de um "pequeno ajuste".

Um novo episódio ocorrido nesta terça-feira ilustra as tensões na cidade. A deputada democrata de origem somali Ilhan Omar, figura da esquerda americana e desafeto de Trump, sofreu um ataque durante uma reunião pública em Minneapolis.

Um indivíduo correu em direção à congressista brandindo uma seringa antes de ser contido pela equipe de segurança. Após o incidente, a deputada continuou seu discurso. "Devemos abolir de uma vez por todas a polícia de imigração e a ministra da Segurança Interna, Kristi Noem, deve renunciar", declarou.

A esquerda americana se opõe ao envio de agentes federais a Minneapolis, encarregados de prender o maior número possível de imigrantes para cumprir a promessa de Donald Trump de aumentar as expulsões.

Justiça tenta bloquear operação

No principal processo judicial contra a ação das agências federais em Minnesota, uma juíza prometeu na segunda-feira (26) uma decisão rápida sobre o pedido do procurador-geral do estado para suspender a operação.

A Justiça também bloqueou, enquanto contestam sua detenção, a expulsão dos Estados Unidos de Liam Conejo Ramos, de 5 anos, e de seu pai, de origem equatoriana, detidos na semana passada. Uma foto mostrando o menino assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e segurando uma mochila ao lado de um membro do ICE vestido de preto, tornou-se viral.

Um agente federal também foi impedido de entrar no consulado do Equador em Minneapolis, informou o Ministério das Relações Exteriores do país, cujo presidente, Daniel Noboa, é aliado de Donald Trump.

Com agências

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