Álvaro Puche, especialista em exercício físico: 'O principal erro das mulheres de 60 anos quando saem para caminhar é dar mais importância ao tempo do que à intensidade'
Caminhar em ritmo acelerado não só fortalece os músculos e o coração, como também clareia a mente e melhora a mobilidade para o dia a dia
Se existe uma diferença entre simplesmente envelhecer e viver a vida em sua melhor forma, essa diferença é o movimento. Manter o corpo ativo depois dos 60 anos é essencial, porque é justamente nessa fase que ele começa a pedir mais atenção.
Os músculos perdem força, os ossos ficam mais frágeis, as articulações mais rígidas... a boa notícia é que o exercício, desde a natação, dança, ioga até a musculação, vira um grande aliado. E, se há uma atividade super comum (principalmente entre mulheres dessa idade), é a caminhada.
Caminhar da forma certa é imprescindível
Muitas mulheres passam a caminhar nessa fase porque é o que melhor se encaixa na rotina: saúde, calma, autonomia, conexão consigo mesmas. Você escolhe o ritmo, o trajeto, o tempo. Mas fica o alerta: será que está caminhando da forma certa? Porque não basta apenas caminhar, é preciso caminhar com intenção.
"O principal erro que as mulheres na faixa dos 60 anos cometem ao caminhar é dar mais importância ao tempo gasto caminhando do que à intensidade da caminhada", explica Álvaro Puche, formado em Ciências do Esporte, em entrevista.
Na prática, você só está fazendo o treino "do jeito certo" quando ele começa a parecer "desconfortável", como já explicou o especialista fitness Marcos Vázquez em diversas ocasiões. Por isso, para ver resultados e realmente aproveitar os benefícios, a caminhada deve ser feita "em um ritmo que dificulte a pronúncia de mais de três palavras seguidas, caso você queira manter uma conversa durante a c...
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