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Durante milênios, os humanos evitaram atravessar o hostil Deserto de Taklamakan; hoje, a China cria milhares de toneladas de peixes ali

2 fev 2026 - 15h10
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Foto: Xataka

Durante milênios, o Deserto de Taklamakan assombrou os mercadores da Rota da Seda. Este deserto, um dos mais hostis do mundo, com suas dunas movediças e clima implacável, era uma área que precisava ser evitada a todo custo para quem quisesse sobreviver.

Seu próprio nome, derivado do uigur, sugere um lugar do qual não há retorno. No entanto, em 2026, a paisagem mudou radicalmente. Onde antes reinava a aridez absoluta, agora existem lagoas infinitas.

A China alcançou o improvável: transformar este "inferno de areia" em um polo de produção de frutos-do-mar. Não é mais uma miragem, mas uma realidade industrial que está redefinindo nossa compreensão da aquicultura moderna.

A química a serviço do milagre da aquicultura

O desafio de produzir peixes em Xinjiang não se resume à irrigação. O solo lá é saturado de sal e álcali, tornando a agricultura convencional praticamente impossível. Para superar esse obstáculo, engenheiros chineses implantaram sistemas de recirculação de água altamente sofisticados para aquicultura.

A ideia é extrair água de aquíferos salinos e tratá-la quimicamente para replicar a composição exata da água do mar. Ajustando o pH e a salinidade, criam um ambiente sob medida para espécies marinhas como o garoupa e o camarão-da-montanha.

Essa abordagem permite superar limitações geográficas. Em 2024, a produção de Xinjiang atingiu a impressionante marca de 196.500 toneladas. Esse sucesso se baseia na sinergia entre química avançada e gestão térmica, já que a água é mantida ...

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