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Espécies em perigo: o que está ameaçando a biodiversidade da América do Sul

Ao observar a realidade ambiental da América do Sul em 2025, nota-se de forma evidente que diversas espécies entram em processo de extinção, muitas delas com papel essencial nos ecossistemas.

2 fev 2026 - 15h01
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Ao observar a realidade ambiental da América do Sul em 2025, nota-se de forma evidente que diversas espécies entram em processo de extinção, muitas delas com papel essencial nos ecossistemas. A região abriga florestas, pampas, cerrados, manguezais, cordilheiras e um dos biomas mais conhecidos do planeta, a Amazônia. No entanto, apesar dessa riqueza, a biodiversidade sul-americana enfrenta uma combinação de ameaças que afeta desde grandes mamíferos até anfíbios pouco conhecidos.

A palavra-chave central desse debate é espécies em extinção na América do Sul. Esse grupo inclui animais como a onça-pintada, o mico-leão-dourado, o condor-dos-Andes e inúmeras espécies de rãs e aves endêmicas. A redução de populações não ocorre por um único motivo, mas por um somatório de pressões humanas, mudanças climáticas e práticas econômicas que modificam profundamente os ambientes naturais.

O que são espécies em extinção na América do Sul?

Quando alguém fala em espécies ameaçadas, a referência aponta para organismos que correm risco de desaparecer em um futuro próximo. Essa avaliação segue listas oficiais como a da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e de órgãos ambientais de cada país. Na América do Sul, esse cenário inclui mamíferos terrestres, animais marinhos, aves migratórias, répteis e uma grande diversidade de anfíbios, especialmente sensíveis a alterações de habitat e poluição. As instituições classificam esses organismos como "vulnerável", "em perigo" e "criticamente em perigo", categorias que indicam diferentes níveis de risco.

Entre as espécies em extinção mais conhecidas da região, surgem a arara-azul-grande em algumas áreas, o tamanduá-bandeira em biomas fragmentados e espécies de tartarugas marinhas que utilizam praias sul-americanas para desova. Porém, pesquisadores destacam que uma parte relevante da perda de biodiversidade recai sobre animais pouco visíveis para o público, como insetos polinizadores, peixes de riachos e pequenos roedores endêmicos. A função ecológica desses grupos determina em grande medida a saúde dos ecossistemas.

Arara na Amazônia depositphotos.com / marktucan
Arara na Amazônia depositphotos.com / marktucan
Foto: Giro 10

Quais ameaças afetam a biodiversidade na América do Sul?

A principal ameaça às espécies em extinção na América do Sul envolve a perda e a fragmentação de habitat. A expansão agropecuária, a construção de grandes obras de infraestrutura e a urbanização avançam de forma constante sobre áreas de floresta, campos nativos e zonas úmidas. Quando o ambiente se divide em pequenos fragmentos isolados, muitas espécies não conseguem se deslocar, encontrar alimento ou se reproduzir de forma adequada. Com isso, as populações diminuem de maneira progressiva.

Além da destruição de habitats, outras pressões se somam e agravam o quadro:

  • Desmatamento e queimadas: alteram o clima local, reduzem a oferta de alimento e afugentam ou matam diretamente animais silvestres.
  • Caça ilegal e tráfico de fauna: atingem aves, felinos, primatas e répteis, retirando indivíduos reprodutivos da natureza.
  • Poluição de rios e mares: o despejo de resíduos industriais, garimpo e esgoto contamina a água e prejudica peixes, mamíferos aquáticos e aves.
  • Espécies invasoras: animais e plantas exóticas competem com espécies nativas por alimento, abrigo e território.
  • Mudanças climáticas: a alteração de regimes de chuva e temperatura impacta diretamente biomas como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Pampas e Andes.

Em regiões montanhosas e de clima frio, como a Cordilheira dos Andes e o extremo sul do continente, o aquecimento global modifica o gelo, o ciclo da água e as áreas adequadas para aves e mamíferos típicos dessas altitudes. Já em florestas tropicais, períodos mais longos de seca aumentam o risco de incêndios florestais, ampliando o impacto sobre a fauna. Além disso, eventos extremos como enchentes e ondas de calor intensificam o estresse sobre espécies já vulneráveis.

Como as espécies em extinção na América do Sul influenciam o equilíbrio dos ecossistemas?

A perda de biodiversidade sul-americana não significa apenas uma redução na quantidade de animais e plantas. Na prática, esse processo altera o funcionamento dos ecossistemas em vários níveis. Predadores de topo, como a onça-pintada e o puma, ajudam a controlar populações de herbívoros. Quando esses grandes felinos desaparecem, as cadeias alimentares entram em desequilíbrio, o que impacta a vegetação e a qualidade do solo.

Polinizadores, como abelhas nativas, borboletas e morcegos frugívoros, exercem papel essencial na reprodução de plantas que sustentam tanto animais silvestres quanto atividades agrícolas. Assim, a redução desses polinizadores pode afetar a produção de frutos e sementes e até culturas de interesse econômico. Em áreas costeiras, tartarugas marinhas, peixes e aves marinhas ajudam a manter o equilíbrio de algas e invertebrados, influenciando diretamente a qualidade das praias e dos recifes.

Pesquisadores apontam ainda que espécies endêmicas, aquelas que só existem em determinados locais da América do Sul, funcionam como indicadores de qualidade ambiental. Quando essas espécies começam a desaparecer, o fenômeno geralmente sinaliza alterações profundas nos biomas, como contaminação de água, perda de cobertura vegetal e variações extremas de temperatura. Além disso, essa perda também representa um empobrecimento cultural, pois muitas comunidades associam tradições e conhecimentos a essas espécies.

Quais ações podem reduzir o risco de extinção dessas espécies?

  1. Fortalecimento da legislação ambiental: governos e órgãos de fiscalização aplicam leis contra desmatamento ilegal, caça predatória e tráfico de animais, com monitoramento constante.
  2. Restauração de ecossistemas: projetos de recuperação de áreas degradadas buscam reconectar fragmentos de floresta e campos nativos, criando corredores ecológicos.
  3. Monitoramento científico: equipes técnicas acompanham populações de animais e plantas para identificar riscos com antecedência e orientar políticas públicas.
  4. Promoção de atividades econômicas sustentáveis: iniciativas agrícolas, florestais e extrativistas de baixo impacto reduzem a pressão sobre a fauna e a flora.
  5. Educação ambiental e informação: programas de divulgação sobre espécies ameaçadas valorizam o conhecimento local e tradicional e estimulam mudanças de comportamento.

Iniciativas comunitárias também têm relevância, como projetos de turismo de observação de fauna, manejo responsável de recursos naturais e programas de resgate de animais em áreas de conflito com atividades humanas. Quando bem estruturadas, essas ações diminuem a pressão sobre habitats e valorizam economicamente a conservação. Além disso, parcerias entre comunidades, universidades e organizações não governamentais ampliam a capacidade de ação em campo.

Ao observar o cenário atual, torna-se claro que o futuro das espécies em extinção na América do Sul se liga diretamente à forma como a sociedade utiliza o território, os recursos naturais e lida com as mudanças climáticas. A manutenção da biodiversidade depende de escolhas coletivas baseadas em informações consistentes, planejamento de longo prazo e respeito às dinâmicas dos diferentes biomas que compõem o continente. Assim, cada decisão sobre consumo, produção e uso do solo influencia, de maneira concreta, as chances de sobrevivência dessas espécies.

condor-da-califórnia – depositphotos.com / wollertz
condor-da-califórnia – depositphotos.com / wollertz
Foto: Giro 10
Giro 10
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