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Motorista que fazia viagens para 'flagras' em motéis encerra serviço após sofrer ameaças

Elizandra Regina de Cândido viralizou na web no início deste ano ao divulgar que fazia viagens para desvendar maridos infiéis

19 set 2022 - 17h35
(atualizado às 18h34)
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Motorista que fazia viagens para ‘flagras’ em motéis encerra serviço após sofrer ameaças
Motorista que fazia viagens para ‘flagras’ em motéis encerra serviço após sofrer ameaças
Foto: Arquivo Pessoal

A motorista Elizandra Regina de Cândido, de 48 anos, que ficou conhecida nas redes sociais após fazer uma publicação divulgando que fazia viagens particulares para flagrar maridos infiéis em motéis, revelou ao Terra, nesta segunda-feira, 19, que não faz mais esse tipo de serviço.

"Sofri muitas ameaças, falaram que eu iria morrer, que iriam quebrar meu carro todo, então prezei pela minha segurança. Eu não era detetive, só prestava o serviço de levar a mulher até o local que pedia. Nunca quis destruir a relação de ninguém, mas, infelizmente, ouvi isso dos homens e até de mulheres", conta. 

Elizandra, que mora em São Vicente, no litoral de São Paulo, continua com o trabalho de motorista particular exclusivo para mulheres, dedicado à clientes fixas que a procuram para levar crianças para escola, idosas ao médico ou para fazer compras e animais domésticos para pet shops. 

Ela relembra que se tornou motorista particular neste ano, quando percebeu que não teria mais retorno financeiro na pandemia com seu trabalho de artesã de laços. "Eu fazia laço de cabelo para crianças em fantasias personalizadas, mas, com a pandemia, não tinha festa, então não chegava demanda. Isso me quebrou financeiramente", relata. 

Foi assim que Elizandra resolveu se reinventar e viu a possibilidade de se tornar motorista particular. "Com meu carro na garagem comecei a fazer viagens particulares, levando idosas para fazer compras, no médico, as vezes, até eu que fazia a compra para elas", diz.

Até que certo dia ela resolveu fazer uma postagem em seu perfil do Facebook divulgando o trabalho, com o objetivo de alcançar novas clientes. Segundo ela, o trecho da postagem em que escreveu que realizava viagens para dar flagra nos maridos infiéis, inicialmente, foi marketing. Até porque, até então, ela só tinha feito uma viagem do tipo, para uma conhecida. 

Postagem que viralizou na época em que ela divulgou o trabalho
Postagem que viralizou na época em que ela divulgou o trabalho
Foto: Reprodução/Redes Sociais

"A parte de dar flagras nos maridos na verdade era um marketing, eu queria era mostrar meu trabalho, porque a gente estava em pandemia. Mas aí a postagem viralizou e eu comecei a fazer mesmo esse serviço para a mulherada. Uma moça que morava em outra cidade me ligava direto e pedia para eu parar em frente a casa do namorado e ver se ele estava realmente lá", afirma.

A motorista relata que ganhou a confiança de suas clientes e chegou até a realizar a viagem junto com uma passageira para conferir se o marido da moça estava realmente trabalhando no local que disse para a esposa. 

"Uma vez levei uma mulher até o motel e ela desceu para flagrar o marido, e aquilo acabou me expondo. Eu sempre pedia para as mulheres não descerem, pela nossa segurança. Além de situações como essa, fiquei conhecida nas redes sociais e aqui na região. Todo mundo sabia como era meu carro, aí comecei a receber ameaças de homens, falando que eu iria morrer, que quebrariam meu carro", relata.

Diante das ameaças, Elizandra passou a ter medo de andar na rua, então, interrompeu os serviços de flagras. Porém, ela relata ter sido convidada para dar palestras com foco em empoderamento feminino. 

"Deus foi tão bom que se abriram outros caminhos, mulheres me chamando para viagens de levar crianças para escola, cachorro para pet shop. Então eu ganhei clientes fixas, entrei para Uber e fui aumentando a renda. Parar com esse serviço abriu horizontes. Fui convidada até para dar palestra e recebi em agosto o Prêmio da Mulher Caiçara", afirma. 

A motorista relata que sempre tenta incentivar mulheres a serem independentes e reconhecerem suas capacidades. "Eu era dona de casa e, de repente, me separei. Meu marido foi embora e eu não sabia o que iria fazer. Me reinventei e comecei a trabalhar. Hoje sou independente e tenho meu dinheiro, sem depender de ninguém. Encorajo as mulheres a também serem independentes. Eu falo toda vez para elas: olhem para o espelho e vejam a pessoa mais importante da sua vida", finaliza.

Fonte: Redação Terra
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