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Médico mata a tiros colegas durante discussão em frente a restaurante em Alphaville, na Grande SP

Caso ocorreu na noite desta sexta-feira, 16, em Barueri (SP); médico foi preso em flagrante

17 jan 2026 - 14h15
(atualizado às 18h22)
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Resumo
Médico é preso em flagrante após matar dois colegas a tiros durante discussão em restaurante em Barueri; ele já havia sido preso anteriormente por injúria racial e violência.
Médico mata dois colegas a tiros após discussão em restaurante de Alphaville, em SP:

Dois médicos morreram após serem baleados por um colega, na noite desta sexta-feira, 16, em frente a um restaurante, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na Grande São Paulo. O suspeito, de 44, também é médico e foi preso em flagrante. 

De acordo com a TV Globo, as vítimas são Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius Dos Santos Oliveira, de 35 anos. O suspeito foi identificado como Carlos Alberto Azevedo Silva Filho. 

Ao Terra, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso ocorreu por volta das 2h, na Avenida Copacabana. A Guarda Civil Municipal foi acionada para verificar a denúncia de um indivíduo armado no interior do restaurante. No local, houve uma discussão entre os três, que inicialmente foi contida. 

Médico atirou e matou dois colegas em Alphaville, em Barueri (SP)
Médico atirou e matou dois colegas em Alphaville, em Barueri (SP)
Foto: Reprodução/TV Globo

No entanto, momentos depois, já na área externa do estabelecimento, Carlos Alberto sacou uma pistola calibre 9 mm e efetuou disparos contra Luís e Vinícius, que estavam na calçada. As vítimas foram socorridas para prontos-socorros da região, mas não resistiram.

A pasta também afirmou que a arma usada no crime foi apreendida, bem como as cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos diversos e a quantia de R$ 16.140. Carlos Alberto foi preso em flagrante e o delegado solicitou a conversão da prisão em preventiva.

O caso foi registrado como homicídio e localização/apreensão de objeto pela Delegacia de Barueri, que requisitou perícia. A reportagem não localizou a defesa dele até o momento.

Ainda segundo a TV Globo, o suspeito teria iniciado a briga com os colegas. Imagens de câmeras de monitoramento exibidas pela emissora mostram o momento em que os médicos saem correndo, enquanto o atirador, com a arma em punho, passa a atirar contra eles. 

Suspeito já foi preso antes

Carlos Alberto já havia sido preso, em 18 de julho de 2025, depois de agredir física e verbalmente funcionários de um hotel de luxo em Aracaju, em Sergipe. Ao Estadão, o hotel Vidam, informou que ele chegou alcoolizado no local e começou a ofender os colaboradores. 

Um deles foi xingado de “gordo” e “preto”. Outro funcionário, que tentava entender a situação, levou socos e empurrões, conforme o hotel. O médico também danificou cadeiras e mesa, e um computador que estava na recepção. 

A Polícia Militar foi acionada, quando o médico já estava em seu quarto dormindo. Ele foi abordado pelos agentes e, mesmo resistindo à prisão, foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foi enquadrado por injúria racial. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. 

Dias depois, a Justiça revogou a prisão preventiva, por entender que a libertação dele não traria “riscos à ordem pública”, conforme a sentença a qual o Terra teve acesso. Ele foi condenado a pagar fiança de dez salários mínimos e estava proibido de se ausentar da cidade em que reside, além de não poder manter contato por nenhum meio com testemunhas e vítimas. 

Fonte: Portal Terra
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