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Secretária dos EUA afirma que cidadãos americanos devem comprovar cidadania em abordagens do ICE

Kristi Noem defende que agentes seguem a lei ao exigir identificação durante operações

16 jan 2026 - 16h10
(atualizado às 16h42)
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Agente do ICE atira em venezuelano nos EUA
Agente do ICE atira em venezuelano nos EUA
Foto: Reprodução/X

A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, saiu em defesa dos agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) após denúncias de que cidadãos norte-americanos estariam sendo abordados e obrigados a comprovar a cidadania durante operações em Minneapolis, no estado de Minnesota. As declarações foram dadas nesta quinta-feira, 15.

Questionada por repórteres sobre o motivo de americanos estarem sendo solicitados a provar que são cidadãos dos EUA e se recomendava que carregassem documentos, Noem afirmou: "Em todas as situações, estamos realizando ações de fiscalização direcionadas. Se estamos focados em um alvo e conduzindo uma operação, pode haver pessoas ao redor desse criminoso a quem podemos perguntar quem são, por que estão ali e validar sua identidade". Em seguida, acrescentou: "Sempre fizemos isso ao perguntar às pessoas quem elas são, para sabermos quem está naquele entorno".

A secretária também disse que, caso essas pessoas estejam cometendo alguma ilegalidade, serão detidas "até que esse processamento seja concluído".

As falas ocorrem em um contexto de denúncias crescentes de prisões de cidadãos norte-americanos por agentes federais não apenas em Minnesota, mas em diferentes partes do país. Um dos casos que mais repercutiram ocorreu dentro de uma loja da rede Target, onde imagens mostram agentes do ICE detendo com violência dois funcionários. Um deles afirma ser cidadão enquanto é imobilizado e levado após ser jogado no chão, na entrada do estabelecimento. Um parlamentar confirmou posteriormente que ambos são cidadãos dos Estados Unidos.

No início de janeiro, um detento morreu sob custódia do ICE no Texas, em um caso que autoridades classificam como homicídio. Dias depois, em Minneapolis, a moradora Renee Nicole Good foi baleada quatro vezes por um agente ao tentar deixar o local de carro e morreu pouco depois. Em outro episódio, um manifestante anti-ICE de 21 anos ficou permanentemente cego após ser atingido por munição não letal a curta distância e teria sido alvo de zombarias por parte de agentes. Mais recentemente, um homem venezuelano foi baleado na perna durante uma luta com oficiais federais.

A Constituição dos EUA destaca que cidadãos são protegidos contra buscas e apreensões sem suspeita razoável e exige causa provável. Questionada se exigir documentações nas abordagens ferem tal direito, Noem afirmou:

"Cada ação que nossos agentes do ICE tomam está de acordo com a lei e seguindo protocolos que usamos há anos".

Fonte: Portal Terra
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