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Estados Unidos

Pai é condenado à prisão após filho cometer massacre em escola dos EUA

Colin Gray foi considerado culpado por fornecer as ferramentas e ignorar sinais de alerta

3 mar 2026 - 22h21
(atualizado às 23h45)
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Colin Gray ignorou claros sinais como um caderno do filho com planos do massacre e altar a outro atirador
Colin Gray ignorou claros sinais como um caderno do filho com planos do massacre e altar a outro atirador
Foto: Reprodução/NBC News

O pai de um adolescente acusado de um ataque a tiros em uma escola nos Estados Unidos foi condenado por homicídio, crueldade contra menor e outras acusações relacionadas ao caso. A decisão abre caminho para uma pena que pode chegar a 30 anos de prisão.

Colin Gray, de 55 anos, respondia a 29 acusações ligadas ao massacre ocorrido em 2024, em Winder, no estado da Geórgia. Ele se declarou inocente ao longo do processo. O caso é considerado um marco: trata-se da terceira vez que um responsável legal é condenado criminalmente no país por um atentado cometido pelo próprio filho, segundo a CBS News.

O ataque aconteceu na Apalachee High School, nos arredores de Atlanta, e resultou na morte de quatro pessoas: os estudantes Christian Angulo, de 14 anos, e Mason Schermerhorn, também de 14, além dos professores Richard Aspinwall, de 39, e Cristina Irimie, de 53. O filho de Gray, Colt Gray, de 14 anos à época, aguarda julgamento.

Durante as duas semanas de julgamento, os promotores sustentaram que o pai ignorou uma série de sinais de alerta e teve papel essencial ao permitir o acesso do adolescente à arma do crime. De acordo com a acusação, Gray comprou para o filho uma arma de fogo como presente de Natal, meses depois de o garoto ter sido questionado pela polícia por ameaças online envolvendo um possível ataque escolar.

Entre os sinais, houve um caderno no qual o jovem teria detalhado planos para matar alunos e professores. O Colt também montou uma espécie de altar para outro atirador de escola em seu quarto. Ao se dirigir aos jurados, a promotora assistente do Condado de Barrow, Patricia Brooks, declarou: "Depois de ver sinal após sinal da deterioração do estado mental do filho, de sua violência, de sua obsessão por ataques em escolas, o réu teve alertas suficientes de que seu filho era uma bomba prestes a explodir".

"E, em vez de desarmá-lo, ele lhe deu o detonador".

A defesa, por sua vez, tentou atribuir a responsabilidade exclusivamente ao adolescente. O júri levou cerca de duas horas para chegar ao veredicto. Em depoimento, Colin Gray afirmou que não sabia que o filho cometeria o ataque.

A acusação também descreveu a dinâmica do crime, relatando que o Colt levou o rifle no ônibus escolar. Segundo os promotores, uma das vítimas tentou conter o atirador e ajudou a salvar colegas. "Christian [Angulo] agiu e se tornou um herói", disse Patricia Brooks. "Ele tentou empurrar o atirador para fora da sala de aula e, quando foi baleado, seu último ato nesta Terra foi fechar a porta da sala para proteger seus amigos".

De acordo com a imprensa norte-americana que acompanhou o julgamento, Gray não demonstrou reação visível ao ouvir a decisão. A data da audiência de sentença ainda não foi definida.

Fonte: Portal Terra
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