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Irã ironiza diálogo anunciado pelos EUA: 'Negociam consigo mesmos'

'Não disfarce sua derrota como um acordo', declarou porta-voz

25 mar 2026 - 08h23
(atualizado às 09h19)
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Painel em Teerã retrata líder supremo Mojtaba Khamenei com comandantes militares
Painel em Teerã retrata líder supremo Mojtaba Khamenei com comandantes militares
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Um porta-voz militar do Irã ironizou as tentativas dos Estados Unidos de fechar um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, após o presidente Donald Trump ter dado sinais de avanço nas supostas tratativas.

"A autoproclamada superpotência global já teria saído dessa enrascada se pudesse. Não disfarce sua derrota como um acordo. Sua era de promessas vazias acabou. Seus conflitos internos chegaram ao ponto de vocês estarem negociando consigo mesmos?", disse Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das Forças Armadas, em um vídeo transmitido pela TV estatal iraniana.

"Nossa primeira e última palavra é a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós jamais fará concessões a alguém como vocês. Nem agora, nem nunca", acrescentou.

Paralelamente, a agência de notícias Associated Press ouviu de dois funcionários do Paquistão que o Irã recebeu uma proposta de 15 pontos dos EUA, por meio de Islamabad.

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Entre os itens estaria o alívio das sanções contra Teerã, uma cooperação para o desenvolvimento de usinas nucleares para fins civis, monitoramento por parte da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), limites ao programa de mísseis iraniano e a liberação total do Estreito de Ormuz.

No entanto o embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, disse que não houve contatos entre Washington e Teerã.

"Ficamos sabendo desses detalhes por meio da imprensa, mas, segundo as minhas informações, até agora não houve negociações diretas ou indiretas entre os dois países", salientou o diplomata.

Além disso, de acordo com o portal americano Axios, funcionários iranianos expressaram a países mediadores o temor de que as negociações sejam apenas um estratagema de Trump para ganhar tempo, impressão fortalecida pelo aumento das tropas dos EUA no Oriente Médio.

Os iranianos alegam que os bombardeios americanos de junho do ano passado e de fevereiro e março de 2026 aconteceram em meio a negociações entre os dois lados. 

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Ansa - Brasil
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