Bombas explodem perto de hotel onde Macron está hospedado na Síria
Duas explosões foram ouvidas na manhã desta terça-feira (7) em Damasco, na Síria, onde o presidente francês, Emmanuel Macron, está em visita oficial desde a véspera. Testemunhas relataram ter visto fumaça subindo de uma área próxima ao hotel onde o chefe de Estado passou a noite, no centro da capital síria. O duplo atentado deixou 18 feridos, entre eles quatro policiais.
Sophie Guignon, correspondente da RFI em Damasco
Uma das bombas foi colocada em uma caçamba de lixo, e a outra em um veículo perto do Hotel Four Seasons, disseram fontes oficiais. Ambulâncias com sirenes ligadas foram acionadas para o local, enquanto as forças de segurança bloqueavam vários acessos à área.
O chefe de Estado francês já havia deixado o hotel. Ele foi recebido durante a manhã desta terça-feira no palácio da Presidência pelo líder sírio, Ahmed al-Sharaa, informou a televisão estatal.
Macron chegou à Síria na noite de segunda-feira (6), na primeira visita de um líder ocidental ao país desde que a coalizão islâmica liderada por Ahmed al-Sharaa assumiu o poder. Sua chegada ocorre após dez pessoas terem sido mortas na última quinta-feira em um atentado a bomba em um café no centro de Damasco.
مشاهد لانفجار #دمشق قبل قليل pic.twitter.com/7tjmO49JWc
— ZaidBenjamin زيد بنيامين (@ZaidBenjamin5) July 7, 2026
A visita a Damasco faz parte do esforço de Emmanuel Macron para estreitar os laços diplomáticos e econômicos entre a França e a Síria. O presidente francês desembarcou no país acompanhado de uma delegação de empresários.
Ao chegar a Damasco, Macron jantou na Cidade Velha com o presidente de transição, Ahmed al-Sharaa. Os dois também visitaram a Mesquita Omíada, um local de forte valor simbólico, onde o ex-jihadista proclamou a tomada do poder após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Na manhã desta terça-feira, além do encontro com o líder sírio, Emmanuel Macron reuniu-se com representantes da sociedade civil. A agenda também inclui um fórum econômico dedicado à reconstrução do país, que tem custo estimado de US$ 216 bilhões.
A visita será encerrada com a assinatura de acordos nas áreas econômica e cultural. Em seguida, o presidente francês partirá para a Turquia, onde participará da cúpula da Otan em Ancara.
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