Em reflexão sobre relações, Miguel Esteves Cardoso, aos 68 anos, afirmou: "Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre"
A visão de utilidade dos laços afasta o sentido da convivência; entenda como cultivar conexões
A forma de enxergar as relações transforma laços em trocas de favores. A ideia de procurar alguém apenas quando há um problema esvazia o sentido da convivência.
O peso da utilidade
É nesse cenário de trocas que o escritor e jornalista de Portugal traz uma perspectiva sobre o afeto.
"Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre."— Miguel Esteves Cardoso
A reflexão do autor aponta para uma falha de comportamento: tratar a amizade como um pronto-socorro ou um depósito de desabafos. Quando o vínculo se baseia na utilidade, ele perde a força.
Como cultivar laços
Para construir relações, é preciso desvincular a presença do outro de uma função. O esforço de valorizar as pessoas nos momentos de calmaria, sem esperar retorno, fortalece a confiança e cria um ambiente de troca.
O valor de uma amizade não está na capacidade de resolver problemas, mas na permanência. Cultivar laços exige tempo, presença e a compreensão de que o afeto não serve para ser usado, mas para ser vivido.
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