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Jeffrey Epstein manteve imóvel em bairro nobre de São Paulo

Documentos revelam que o norte-americano adquiriu apartamento na capital paulista em 2003 e manteve conexões com empresários e modelos brasileiras

14 fev 2026 - 19h11
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Registros imobiliários e documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos confirmam que Jeffrey Epstein, investigado por crimes sexuais, possuiu um imóvel em São Paulo. O apartamento, localizado no bairro Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, esteve no nome de Epstein entre os anos de 2003 e 2005. A informação, detalhada pela BBC News Brasil, apontou ainda que o norte-americano possuía um Cadastro de Pessoa Física (CPF) ativo no país.

Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein
Foto: Rick Friedman/Rick Friedman Photography/Corbis via Getty Images / Perfil Brasil

O imóvel adquirido por Epstein possui 93 metros quadrados de área privativa, contando com dois quartos, dois banheiros e duas vagas de garagem. No ato da compra, efetuada em 5 de maio de 2003, Epstein foi registrado como "consultor". O valor da transação com uma médica brasileira foi de R$ 245 mil, o que equivalia a cerca de US$ 77,4 mil na cotação da época.

Em 1º de agosto de 2005, o apartamento foi transferido para a modelo e empresária Ana Maria Gomes Macedo pelo valor de R$ 179,3 mil. O montante registrado na venda foi inferior ao valor pago originalmente por Epstein. De acordo com o registro cartorial, o imóvel permanece sob propriedade da empresária. Atualmente, unidades no mesmo edifício são avaliadas a partir de R$ 1,6 milhão.

Relações e comunicações com brasileiras

Arquivos de e-mails divulgados pelas autoridades americanas indicam uma troca de mensagens entre Epstein e a atual proprietária do imóvel entre 2006 e 2011. Nas comunicações, a modelo menciona gratidão por auxílios anteriores e, em 2011, solicitou ajuda financeira para seu empreendimento no setor de vestuário.

Além deste caso, os documentos revelam contatos de Epstein com outras modelos brasileiras. Em uma das mensagens datada de 2010, o norte-americano solicitou fotografias de uma mulher residente em Natal (RN) antes de uma possível viagem aos Estados Unidos. Não há confirmação se o deslocamento ocorreu.

Diante dos novos indícios, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar a possível existência de uma rede de aliciamento de mulheres no Brasil conectada a Epstein. O caso é conduzido pela Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes e corre sob sigilo.

Os documentos também citam tentativas de aproximação de Epstein com figuras do cenário econômico brasileiro, como os empresários Jorge Paulo Lemann, Eike Batista e o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Todos os citados negaram qualquer tipo de contato ou relação com o financista norte-americano.

Perfil Brasil
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