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Uso de glitter no Carnaval: riscos de irritação e reações dermatológicas

Partículas de brilho podem permanecer na pele após a higienização, resultando em inflamações tardias, dermatites e microlesões cutâneas

14 fev 2026 - 19h32
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O uso de partículas brilhantes, popularmente conhecidas como glitter, é uma prática frequente durante o período do Carnaval. Entretanto, a aplicação desses materiais no rosto e no corpo pode gerar impactos na saúde cutânea que se manifestam mesmo após o término das festividades. De acordo com a dermatologista Denise Ozores, o produto possui características que dificultam sua remoção completa, podendo causar coceira e processos inflamatórios.

A aplicação repetida do produto por dias consecutivos, comportamento comum entre os foliões, eleva o risco de desenvolvimento de dermatites
A aplicação repetida do produto por dias consecutivos, comportamento comum entre os foliões, eleva o risco de desenvolvimento de dermatites
Foto: Divulgação / Imagem criada por Inteligência Artificial / Perfil Brasil

Diferente de cosméticos convencionais, o glitter é composto por partículas sintéticas ou metálicas que podem se alojar em poros, dobras da pele e microfissuras. A especialista esclarece que o material não é totalmente eliminado apenas com água e sabonete. Fragmentos microscópicos tendem a permanecer aderidos à superfície da pele e, quando combinados com fatores como suor, calor e atrito constante, podem desencadear reações inflamatórias tardias.

A aplicação repetida do produto por dias consecutivos, comportamento comum entre os foliões, eleva o risco de desenvolvimento de dermatites. As áreas de maior vulnerabilidade incluem o rosto, pescoço, colo e axilas, além de regiões submetidas a maior movimentação física. Nesses casos, a pele pode entrar em um processo de inflamação contínua.

A origem do produto utilizado é um fator determinante para a segurança do usuário. Partículas que não possuem especificação para uso cosmético apresentam formatos irregulares e superfícies mais abrasivas. O uso desses materiais aumenta a probabilidade de ocorrência de microlesões na barreira cutânea.

Para minimizar danos, as orientações técnicas incluem:

  • Limitação da área de aplicação: Evitar regiões de pele mais fina e sensível.

  • Higiene cuidadosa: Retirar o brilho com movimentos suaves, evitando o atrito excessivo que pode agravar lesões.

  • Pós-evento: Evitar a aplicação de produtos químicos fortes imediatamente após o uso do glitter, visto que a pele já se encontra em estado de sensibilidade.

A orientação médica reforça que a tentativa de remover o brilho de forma agressiva ou o uso de substâncias potentes logo após a folia pode ser contraproducente. O recomendado é priorizar a reorganização natural da barreira da pele antes de realizar intervenções dermatológicas mais intensas. O monitoramento de sinais como vermelhidão persistente ou ardência é necessário para identificar a necessidade de auxílio profissional.

"Muita gente tenta compensar usando produtos fortes logo após o Carnaval, quando a pele já está sensibilizada. O ideal é permitir que a pele se reorganize antes de qualquer intervenção", conclui.

Perfil Brasil
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