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Carnaval: áudio engana ao dizer que governo estaria escondendo nova onda de covid e dengue

DADOS DE INFECÇÕES SÃO PUBLICADOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE E MOSTRAM QUE NÚMERO DE CASOS É MENOR QUE NO ANO ANTERIOR

4 mar 2025 - 15h03
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O que estão compartilhando: áudio que circula no WhatsApp afirma que a covid, a zika, a chikungunya e a dengue estão em alta, mas que o governo estaria esperando para divulgar esses dados só depois do carnaval. O homem sugere estocar álcool em gel e usar máscara.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Os dados sobre as doenças citadas no áudio são divulgados regularmente pelo Ministério da Saúde no Painel de Monitoramento das Arboviroses e no Painel Coronavírus. O número de casos é mais baixo em relação ao do ano passado, com exceção da zika. Em relação à covid, especialistas disseram ao Estadão Verifica que a alta na circulação de pessoas influencia também na circulação do vírus; mesmo assim, não há necessidade de medidas mais drásticas.

Saiba mais: Em relação à covid-19, houve aumento de casos e mortes nas últimas semanas. Porém, o nível é mais baixo na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2024, as primeiras oito semanas do ano registram 310.874 casos e 1.536 mortes por covid. Neste ano, o mesmo período contabilizou 130.507 casos e 664 mortes.

Veja os dados abaixo de 2024 e 2025, respectivamente.

O Ministério da Saúde informou que houve ainda uma "queda expressiva" no número de hospitalizações pela doença. De acordo com a pasta, foram registradas 2.153 internações em 2025, contra 3.896 hospitalizações no ano passado.

Em relação à dengue, o número de casos em 2025 é bem mais baixo na comparação com o mesmo período do ano passado. As oito primeiras semanas de 2024 viram mais de 1,2 milhão de casos e 1.076 mortes confirmadas pela doença. Neste ano, esses números caíram para 455 mil casos e 199 mortes.

Veja o gráfico abaixo, que mostra dados das oito primeiras semanas de 2023, 2024 e 2025.

Em relação à zika, o painel do Ministério da Saúde mostra os dados das cinco primeiras semanas de 2025. Foram 447 casos nesse período. No ano passado, o número tinha sido menor: 387 casos nas cinco primeiras semanas. Nenhuma morte foi registrada nos dois anos.

Veja o gráfico abaixo, com dados das primeiras cinco semanas de 2023, 2024 e 2025.

Por fim, em relação à chikungunya, foram registrados 34.397 casos prováveis nas primeiras oito semanas deste ano, além de 23 mortes confimadas. Nesse mesmo período, no ano passado foram 86.500 casos prováveis e 80 mortes confirmadas. Novamente, observou-se uma acentuada queda entre os dois anos.

Veja o gráfico abaixo, com dados das primeiras oito semanas de 2023, 2024 e 2025.

O que dizem os especialistas

O Estadão Verifica conversou com dois especialistas para entender o que significam os dados de covid-19 e se há preocupação de uma nova onda após o carnaval. Eles destacaram que, ainda que haja um pico de transmissão no período de festas, não há necessidade de medidas mais drásticas, como lockdowns ou isolamento social.

A infectologista Eliana Bicudo, formada pela Universidade da Califórnia e integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirmou que o aumento de casos de covid-19 no início do ano segue um padrão sazonal da doença.

"As pessoas viajam no final e início de ano, com férias em dezembro, janeiro e carnaval. Esse aumento de movimentação faz o vírus circular também", explicou.

Ela afirmou que outros fatores também favoreceram o aumento de registros.

"Você associa esse movimento à baixa cobertura vacinal que a gente ainda mantém e à presença de uma nova variante dominante (XEC/LP.81), e esse quadro é perfeito para aumentar o número de casos e óbitos", acrescentou. "Entretanto, a gente já viu esse cenário em 2023 e 2024".

O médico infectologista e especialista em Medicina Preventiva e Social pela Universidade de Minas Gerais (UFMG) Carlos Starling afirmou que é essencial que a população mantenha a vacinação contra a covid-19 atualizada.

Segundo ele, a eficácia da vacina diminui progressivamente a partir do quarto mês da aplicação. Além disso, a chegada de novas variantes dificulta a resposta imunológica a uma nova agressão viral.

"Atualmente, o que está circulando é uma outra subvariante da Ômicron", explicou. "Caso as pessoas entrem em contato com o vírus, têm sim a chance de desenvolver uma infecção".

A principal recomendação para este período de alta circulação de pessoas é o uso de máscaras para aqueles que apresentam sintomas gripais e a manutenção da vacinação em dia.

Estadão
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