'Ainda estou aqui': vencedor do Oscar é alvo de boataria nas redes
CONFIRA TODAS AS CHECAGENS DO 'ESTADÃO VERIFICA' SOBRE O GANHADOR NA CATEGORIA DE MELHOR FILME INTERNACIONAL
A campanha vitoriosa de Ainda estou aqui no Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos contou com uma grande mobilização dos brasileiros nas redes sociais. E como tudo o que é viral, circularam postagens com alegações falsas ou enganosas. Os principais alvos da boataria online foram o financiamento da produção, a atriz Fernanda Torres e até a família Paiva, personagem principal do longa-metragem.
Confira a seguir tudo o que o Estadão Verifica checou sobre o primeiro filme brasileiro vencedor do Oscar:
A base da guerrilha de Lamarca ficava na localidade de Capelinha, numa área de mata fechada no município de Jacupiranga (SP). O grupo apenas passou por Eldorado. O episódio ficou marcado por um tiroteio ocorrido em uma praça na cidade, e não na fazenda de Jaime Paiva. O relatório do Exército sobre uma operação de captura de Lamarca não menciona nenhuma vez a fazenda de Jaime Paiva.
Também circulou a informação falsa de que Rubens Paiva teria sido filiado ao PCB e que tivesse lavado dinheiro do grupo de Lamarca, a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Na verdade, Rubens foi filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), de 1962 a 1964. Ele teve seu mandato cassado pela ditadura militar. Historiadores apontam que antes disso, ele teve vínculos com o Partido Socialista Brasileiro. Não há nenhum registro de que Rubens Paiva conhecesse Lamarca ou apoiasse a luta armada.