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RJ: Cabral lamenta mortes na Maré e diz que comunidade vai ter UPP

4 jul 2013
19h42
atualizado às 19h48
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Passados 10 dias da ação policial que deixou 10 mortos na comunidade da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, o governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), lamentou nesta quinta-feira as mortes. Ontem, um ato ecumêncio reuniu milhares de pessoas no local.

<p>O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), lamentou nesta quinta-feira as mortes durante operação na comunidade da Maré</p>
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), lamentou nesta quinta-feira as mortes durante operação na comunidade da Maré
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação

"Primeiro, tenho que lamentar a morte de inocentes, a morte do policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e até mesmo de marginais, porque o correto é, sempre que possível, a prisão. Mas quando revidam atirando, a polícia não pode deixar de reagir", declarou, enfatizando que a situação não é frequente.

O governador aproveitou para lembrar que uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) está prevista para ser instalada na comunidade, com objetivo de evitar confrontos entre policiais e criminosos. "É uma situação ainda do Rio de Janeiro que estamos avançando para pacificar", disse. Segundo ele, três facções criminosas estão instaladas na Maré.

No dia 24 de junho, policiais e traficantes trocaram tiros na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré. Um sargento do Batalhão de Operações Especiais morreu. A operação resultou na morte de mais nove pessoas.

Perguntado se houve abusos por parte da polícia tanto na operação na Maré quanto em relação às manifestações populares que ocorreram em vários pontos da cidade nas últimas semanas, Cabral disse que os excessos serão investigados. Porém, destacou que, os policiais, neste tipo de situação (dos protestos), ficam em estado de tensão.

"Claro que você também tem que ter sempre a compreensão do policial, trabalhando em um estado de alta tensão, vendo ao mesmo tempo uma maioria pacífica e uma minoria encapuzada, às vezes, com pedras portuguesas nas mãos, coqueteis molotov, operando para o quanto pior, melhor", disse.

Sérgio Cabral também se disse incomodado com manifestações na porta de sua casa, onde um grupo ficou acampado por quase duas semanas. Para ele, prostesto contra o governador deve ser feito em frente à sede do governo.

Agência Brasil Agência Brasil
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