Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Juiz libertado de cativeiro em SP já havia sido sequestrado em 2021, diz polícia

Juiz teria sido vítima do 'golpe do amor' em 2021

20 jan 2026 - 13h35
(atualizado às 15h24)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O juiz Samuel de Oliveira Magro foi resgatado depois de mais de 30 horas em cativeiro em SP, em um sequestro não premeditado; ele já havia sido vítima de golpe semelhante em 2021.
Veja cativeiro em que auditor fiscal foi mantido em São Paulo:

A Polícia Civil de São Paulo informou que o juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) Samuel de Oliveira Magro já havia sido vítima de outro sequestro, em 2021. O crime atual não foi premeditado, mas, sim, um ataque de “oportunidade” dos criminosos, diferente do que ocorreu há quatro anos, que foi planejado. 

Segundo o delegado coordenador da Delegacia Anti-Sequestro Fabio Nelson, Magro caiu no chamado ‘golpe do amor’ em 2021. “Achava que ia para um encontro e sofreu um golpe”, afirmou Nelson. No entanto, as autoridades não deram detalhes do ocorrido. 

Já na noite do último domingo, 18, o magistrado, que também é auditor fiscal, foi escolhido aleatoriamente, quando foi abordado por dois homens armados ao parar seu carro na Avenida Rebouças, próximo à Rua Oscar Freire, área nobre da capital paulista. Enquanto outros criminosos conduziam seu veículo, ele foi levado para um cativeiro em Osasco, na Grande São Paulo.

Vítima foi sequestrada na Avenida Rebouças, na noite de domingo, 18, e libertada nesta terça-feira, 20; envolvidos na ação foram presos.
Vítima foi sequestrada na Avenida Rebouças, na noite de domingo, 18, e libertada nesta terça-feira, 20; envolvidos na ação foram presos.
Foto: Reprodução/Polícia Civil / Estadão

A Polícia garantiu que o sequestro não tem qualquer ligação com o cargo dele. "Ele foi vítima de sequestro relâmpago por oportunidade. Então, não foi estudada a rotina dele”, declarou Nelson. 

Palavra-chave despertou alerta

Enquanto estava sob a mira dos criminosos, Magro foi autorizado pela quadrilha a atender a ligação de seu companheiro, numa tentativa dos bandidos de ganhar tempo para coagi-lo. Na chamada, ele revelou uma palavra-chave previamente combinada, não relevada pela Polícia, e seu companheiro percebeu que ele poderia estar em perigo.

“Foi nesse momento que o companheiro comunicou o 58º DP, nós fizemos uma série de investigações, prendemos esses cinco sequestradores e resgatamos a vítima, que foi agredida pelos criminosos”, pontuou o delegado. Magro foi libertado após mais de 30 horas. 

Foto:

Além de autorizar a entrada de pessoas no seu apartamento, durante a chamada com o companheiro, o porteiro da vítima também recebeu uma mensagem enviada do celular do juiz, o autorizando a liberar a entrada de outras pessoas em seu apartamento. 

Apesar da autorização, os criminosos desistiram da ideia de ir até o imóvel, portanto, nenhum item pessoal foi levado. Eles também tentaram fazer transferências bancárias com o celular da vítima, mas não conseguiram concluí-las.

Cativeiro onde juiz foi mantido ficava no limite de São Paulo com Osasco
Cativeiro onde juiz foi mantido ficava no limite de São Paulo com Osasco
Foto: Reprodução/Dope

Durante a coletiva de imprensa, as autoridades informaram que, no cativeiro, foram encontrados quatro criminosos e que o último foi preso pouco depois. "É uma quadrilha, alguns já tem passagem pela polícia, com um menor de idade”, esclareceu o delegado-geral Artur Dian.

O resgate foi conduzido por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os cinco presos foram levados para a DAS, que fica no prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. A Polícia investiga se há mais envolvidos no crime.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade