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Braço imobiliário da Fictor fica fora de pedido de recuperação judicial, mas também vive dificuldade

Em dezembro, Fictor Real Estate desfez parceria em plano de desenvolvimento de prédios residenciais por dar sinais de fragilidade no caixa; grupo diz que está focado em resolver recuperação judicial

2 fev 2026 - 17h11
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A Fictor Real Estate, braço de investimentos imobiliários do Grupo Fictor, ficou de fora do pedido de recuperação judicial protocolado neste domingo, 1º, mas também passa por dificuldades, conforme apurou o Estadão/Broadcast.

Procurada, a Fictor informou que está focada em resolver a questão da recuperação judicial (leia mais abaixo).

Em dezembro de 2025, a Fictor Real Estate desfez uma parceria anunciada apenas dois meses antes, em outubro do mesmo ano, com a Greystar, multinacional norte-americana especializada no mercado de locação residencial.

Juntas, as empresas haviam apresentado um plano de desenvolvimento de prédios residenciais no Rio de Janeiro. A Fictor iria colocar R$ 268 milhões de recursos próprios para a aquisição de imóveis e obras, enquanto a Greystar faria a administração dos apartamentos para aluguel.

A parceria não foi para frente porque a Fictor já dava sinais de fragilidade no caixa, com atraso no pagamento de fornecedores, o que levou a uma revisão dos investimentos, segundo apurou a reportagem.

No seu pedido de recuperação judicial, o grupo solicitou que o processo envolva apenas as sociedades Fictor Holding e Fictor Invest, deixando de fora as subsidiárias voltadas para os demais setores, entre eles imobiliário, energia e infraestrutura.

"Tal delimitação decorre do fato de que as referidas empresas concentram funções estratégicas, decisórias e de coordenação do ecossistema empresarial, atuando como núcleo de governança e direção do grupo", justificou. Além disso, a Fictor afirmou que é indispensável que as subsidiárias sigam funcionando de forma desimpedida para garantir o soerguimento econômico-financeiro do grupo.

Dentro da Fictor Real Estate estão seis projetos de locação residencial. Deste total, dois já estão prontos e em operação, localizados em São Paulo, denominados "Sampa" e "Aurora 965". Outros dois projetos estão em fase de construção no Rio de Janeiro, chamados "Mena" e "Fox", com investimentos previstos de R$ 163 milhões. Por fim, há outros dois em fase de planejamento em São Paulo, com aportes de mais R$ 148 milhões.

No momento, o futuro desses projetos é incerto. Em processos de recuperação judicial, os empreendimentos imobiliários geralmente são colocados à venda para dar liquidez para as empresas.

A Fictor Real Estate tem ainda um prédio no Rio voltado ao segmento de logística, com operações de autoarmazenamento.

Em relação ao negócio com a Greystar, a Fictor diz que o contrato "foi encerrado por questões negociais" e que não ficaram pendências com a multinacional. A Greystar confirmou à reportagem que não presta mais serviços desde dezembro e não fez comentários adicionais.

Fictor Alimentos

A Fictor Alimentos também informou na tarde desta segunda-feira, 2, que não integra o pedido de recuperação judicial feito por sua controladora.

"Apesar dos impactos reputacionais, não há nesta data qualquer impacto jurídico, operacional ou patrimonial sobre a companhia, que mantém sua autonomia societária, financeira e operacional, bem como a normalidade de suas atividades, contratos e projetos", diz a Fictor Alimentos, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No texto, a Fictor Alimentos atribui a queda recente de seu preço na Bolsa ao noticiário envolvendo a possível RJ da sua controladora. Em 2026, a ação tombou 62%, sendo 31% somente nesta segunda-feira, 2.

A empresa disse ainda que vai estruturar de forma célere um "plano de contingência, com foco na preservação reputacional, no fortalecimento institucional e na recomposição da administração e da sua capacidade financeira, assegurando a continuidade e a solidez de suas operações"./Com Mateus Fagundes

Estadão
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