Cem municípios concentram 75% da arrecadação do País; quase 80% estão no Sudeste e no Sul
O Estado de São Paulo, por si só, concentra 36 dos municípios que mais arrecadaram impostos em 2024, segundo estudo do IBPT
Cem municípios concentram mais de 75% da arrecadação brasileira, sendo 79% no Sudeste e Sul, com São Paulo liderando o ranking em 2024.
Os 100 municípios que mais arrecadam impostos concentram 77,58%, ou seja, mais de três quartos, do total arrecadado por todas as cidades do País. As informações são de um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), enviado ao Terra, nesta sexta-feira, 30, com dados referentes ao ano de 2024. As 100 cidades em questão conglomeram apenas 36,4% da população brasileira.
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O levantamento destacou a distribuição econômica desigual entre as regiões brasileiras, com o Sudeste e o Sul atingindo a expressiva marca de 79% do total arrecadado. O Estado de São Paulo, por si só, concentra 36 dos municípios que mais arrecadaram impostos naquele ano. A capital lidera isoladamente o ranking geral, tendo arrecadado R$ 581.153.834.597,44 em 2024.
Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com arrecadação de quase R$ 307 bilhões e Brasília, de R$ 180 bilhões. Estes três municípios são os únicos cuja a arrecadação supera os R$ 100 bilhões. A capital federal, inclusive,
A região Sul, que tem menos municípios e Estados ao todo, registrou 26 cidades entre as que mais arrecadaram em 2024. Doze estão em Santa Catarina e o Rio Grande do Sul e Paraná têm sete representantes cada no ranking.
O Nordeste aparece em terceiro lugar entre as regiões que mais arrecadaram tributos, com 12 municípios na lista. A região é bem representada por algumas capitais e cidades industriais, como Salvador, Fortaleza, Recife e Maceió.
Apenas três municípios do Norte estão entre os 100 que mais arrecadaram impostos, com destaque para Manaus, no Amazonas, que ficou em 11º lugar no ranking, com arrecadação de quase R$ 25 bilhões.
Veja o ranking dos 100 municípios com maior arrecadação de tributos em 2024:
- São Paulo (SP) – R$ 581.153.834.597,44
- Rio de Janeiro (RJ) – R$ 306.876.754.016,25
- Brasília (DF) – R$ 180.061.445.161,04
- Belo Horizonte (MG) – R$ 54.725.670.359,51
- Osasco (SP) – R$ 50.200.736.898,99
- Curitiba (PR) – R$ 44.449.286.429,30
- Barueri (SP) – R$ 36.491.863.731,20
- Porto Alegre (RS) – R$ 33.709.400.909,01
- Itajaí (SC) – R$ 27.074.951.042,66
- Campinas (SP) – R$ 25.966.954.678,46
- Manaus (AM) – R$ 24.855.922.351,75
- Fortaleza (CE) – R$ 23.245.224.709,32
- São Bernardo do Campo (SP) – R$ 22.074.336.089,86
- Salvador (BA) – R$ 20.089.187.134,13
- Recife (PE) – R$ 19.325.327.218,91
- Goiânia (GO) – R$ 17.031.809.791,79
- Guarulhos (SP) – R$ 16.463.379.594,83
- Florianópolis (SC) – R$ 16.086.393.193,14
- Joinville (SC) – R$ 15.711.945.333,04
- Cariacica (ES) – R$ 14.156.912.880,59
- Jundiaí (SP) – R$ 13.916.115.395,16
- Uberlândia (MG) – R$ 12.825.918.969,10
- Vitória (ES) – R$ 12.382.708.071,78
- Sorocaba (SP) – R$ 12.024.745.336,31
- Belém (PA) – R$ 10.737.825.791,00
- Piracicaba (SP) – R$ 10.654.640.932,37
- São José dos Pinhais (PR) – R$ 10.252.783.392,22
- São Luís (MA) – R$ 9.577.659.668,42
- Contagem (MG) – R$ 8.271.620.461,59
- São José dos Campos (SP) – R$ 8.173.813.258,53
- Ribeirão Preto (SP) – R$ 8.044.372.337,07
- Cuiabá (MT) – R$ 7.956.584.709,96
- Santos (SP) – R$ 7.721.130.190,85
- Campo Grande (MS) – R$ 7.717.426.449,38
- Caxias do Sul (RS) – R$ 7.648.302.744,47
- Maceió (AL) – R$ 7.214.459.397,55
- Serra (ES) – R$ 7.175.524.919,33
- João Pessoa (PB) – R$ 7.042.522.634,87
- Blumenau (SC) – R$ 6.793.684.193,96
- São Caetano do Sul (SP) – R$ 6.557.571.024,63
- Indaiatuba (SP) – R$ 6.461.364.189,15
- Santo André (SP) – R$ 6.459.673.691,98
- Betim (MG) – R$ 6.208.435.253,42
- Niterói (RJ) – R$ 6.168.857.229,50
- Maringá (PR) – R$ 5.954.979.048,53
- Camaçari (BA) – R$ 5.915.748.644,38
- Teresina (PI) – R$ 5.848.623.107,87
- Natal (RN) – R$ 5.589.895.030,31
- Londrina (PR) – R$ 5.227.139.259,98
- Cotia (SP) – R$ 5.154.042.453,10
- Santa Cruz do Sul (RS) – R$ 4.930.144.245,81
- Jaraguá do Sul (SC) – R$ 4.762.686.808,58
- Anápolis (GO) – R$ 4.669.935.719,15
- Porto Velho (RO) – R$ 4.635.990.996,16
- Extrema (MG) – R$ 4.632.480.514,67
- Araxá (MG) – R$ 4.545.078.228,12
- São José do Rio Preto (SP) – R$ 4.544.772.674,11
- São José (SC) – R$ 4.533.357.898,79
- Santana de Parnaíba (SP) – R$ 4.460.835.293,12
- Diadema (SP) – R$ 4.437.470.356,78
- Ponta Grossa (PR) – R$ 4.419.466.805,09
- Macaé (RJ) – R$ 4.392.148.620,77
- Duque de Caxias (RJ) – R$ 4.311.867.436,95
- Vila Velha (ES) – R$ 4.301.065.263,49
- Sumaré (SP) – R$ 4.270.330.836,72
- Brusque (SC) – R$ 4.227.442.987,83
- Araquari (SC) – R$ 4.199.187.340,29
- Aracaju (SE) – R$ 4.110.332.718,54
- Cajamar (SP) – R$ 4.035.136.423,76
- Juiz de Fora (MG) – R$ 3.999.634.628,73
- Vinhedo (SP) – R$ 3.898.409.754,01
- Chapecó (SC) – R$ 3.808.699.711,47
- Limeira (SP) – R$ 3.750.709.616,22
- Cascavel (PR) – R$ 3.731.799.901,03
- Uberaba (MG) – R$ 3.621.868.580,66
- Nova Lima (MG) – R$ 3.500.726.701,92
- Mogi das Cruzes (SP) – R$ 3.404.784.629,00
- Bauru (SP) – R$ 3.395.161.406,36
- Araucária (PR) – R$ 3.376.694.837,65
- Guaíba (RS) – R$ 3.355.709.274,11
- Itu (SP) – R$ 3.314.789.729,03
- Jaguariúna (SP) – R$ 3.293.185.818,56
- Cabo de Santo Agostinho (PE) – R$ 3.261.359.112,50
- Taubaté (SP) – R$ 3.231.409.269,41
- Suzano (SP) – R$ 3.207.348.024,18
- Paulínia (SP) – R$ 3.177.492.604,47
- Navegantes (SC) – R$ 3.143.915.175,50
- Criciúma (SC) – R$ 3.027.432.426,35
- Itatiba (SP) – R$ 2.975.487.546,70
- São Carlos (SP) – R$ 2.941.240.664,05
- Aparecida de Goiânia (GO) – R$ 2.927.924.233,51
- Americana (SP) – R$ 2.855.248.277,94
- Mauá (SP) – R$ 2.841.792.798,40
- São Leopoldo (RS) – R$ 2.827.813.959,90
- Novo Hamburgo (RS) – R$ 2.820.904.860,13
- Passo Fundo (RS) – R$ 2.816.847.690,00
- Feira de Santana (BA) – R$ 2.774.861.900,43
- Valinhos (SP) – R$ 2.756.773.637,09
- Rio Claro (SP) – R$ 2.739.542.573,99
- Palhoça (SC) – R$ 2.737.779.654,16
O IBPT ressalta que os valores usados no estudo referem-se exclusivamente à arrecadação de tributos ministrados pela Receita Federal do Brasil, em que o recolhimento se deu dentro dos limites geográficos de cada município, mas não se tratam da arrecadação que efetivamente entrou nos cofres públicos do município.