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Cem municípios concentram 75% da arrecadação do País; quase 80% estão no Sudeste e no Sul

O Estado de São Paulo, por si só, concentra 36 dos municípios que mais arrecadaram impostos em 2024, segundo estudo do IBPT

30 jan 2026 - 14h54
(atualizado às 16h03)
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Resumo
Cem municípios concentram mais de 75% da arrecadação brasileira, sendo 79% no Sudeste e Sul, com São Paulo liderando o ranking em 2024.
São Paulo é líder disparado no valor de arrecadação em 2024
São Paulo é líder disparado no valor de arrecadação em 2024
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Os 100 municípios que mais arrecadam impostos concentram 77,58%, ou seja, mais de três quartos, do total arrecadado por todas as cidades do País. As informações são de um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), enviado ao Terra, nesta sexta-feira, 30, com dados referentes ao ano de 2024. As 100 cidades em questão conglomeram apenas 36,4% da população brasileira. 

O levantamento destacou a distribuição econômica desigual entre as regiões brasileiras, com o Sudeste e o Sul atingindo a expressiva marca de 79% do total arrecadado. O Estado de São Paulo, por si só, concentra 36 dos municípios que mais arrecadaram impostos naquele ano. A capital lidera isoladamente o ranking geral, tendo arrecadado R$ 581.153.834.597,44 em 2024.

Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com arrecadação de quase R$ 307 bilhões e Brasília, de R$ 180 bilhões. Estes três municípios são os únicos cuja a arrecadação supera os R$ 100 bilhões. A capital federal, inclusive,

A região Sul, que tem menos municípios e Estados ao todo, registrou 26 cidades entre as que mais arrecadaram em 2024. Doze estão em Santa Catarina e o Rio Grande do Sul e Paraná têm sete representantes cada no ranking. 

O Nordeste aparece em terceiro lugar entre as regiões que mais arrecadaram tributos, com 12 municípios na lista. A região é bem representada por algumas capitais e cidades industriais, como Salvador, Fortaleza, Recife e Maceió.

Apenas três municípios do Norte estão entre os 100 que mais arrecadaram impostos, com destaque para Manaus, no Amazonas, que ficou em 11º lugar no ranking, com arrecadação de quase R$ 25 bilhões.

Veja o ranking dos 100 municípios com maior arrecadação de tributos em 2024:

  1. São Paulo (SP) – R$ 581.153.834.597,44
  2. Rio de Janeiro (RJ) – R$ 306.876.754.016,25
  3. Brasília (DF) – R$ 180.061.445.161,04
  4. Belo Horizonte (MG) – R$ 54.725.670.359,51
  5. Osasco (SP) – R$ 50.200.736.898,99
  6. Curitiba (PR) – R$ 44.449.286.429,30
  7. Barueri (SP) – R$ 36.491.863.731,20
  8. Porto Alegre (RS) – R$ 33.709.400.909,01
  9. Itajaí (SC) – R$ 27.074.951.042,66
  10. Campinas (SP) – R$ 25.966.954.678,46
  11. Manaus (AM) – R$ 24.855.922.351,75
  12. Fortaleza (CE) – R$ 23.245.224.709,32
  13. São Bernardo do Campo (SP) – R$ 22.074.336.089,86
  14. Salvador (BA) – R$ 20.089.187.134,13
  15. Recife (PE) – R$ 19.325.327.218,91
  16. Goiânia (GO) – R$ 17.031.809.791,79
  17. Guarulhos (SP) – R$ 16.463.379.594,83
  18. Florianópolis (SC) – R$ 16.086.393.193,14
  19. Joinville (SC) – R$ 15.711.945.333,04
  20. Cariacica (ES) – R$ 14.156.912.880,59
  21. Jundiaí (SP) – R$ 13.916.115.395,16
  22. Uberlândia (MG) – R$ 12.825.918.969,10
  23. Vitória (ES) – R$ 12.382.708.071,78
  24. Sorocaba (SP) – R$ 12.024.745.336,31
  25. Belém (PA) – R$ 10.737.825.791,00
  26. Piracicaba (SP) – R$ 10.654.640.932,37
  27. São José dos Pinhais (PR) – R$ 10.252.783.392,22
  28. São Luís (MA) – R$ 9.577.659.668,42
  29. Contagem (MG) – R$ 8.271.620.461,59
  30. São José dos Campos (SP) – R$ 8.173.813.258,53
  31. Ribeirão Preto (SP) – R$ 8.044.372.337,07
  32. Cuiabá (MT) – R$ 7.956.584.709,96
  33. Santos (SP) – R$ 7.721.130.190,85
  34. Campo Grande (MS) – R$ 7.717.426.449,38
  35. Caxias do Sul (RS) – R$ 7.648.302.744,47
  36. Maceió (AL) – R$ 7.214.459.397,55
  37. Serra (ES) – R$ 7.175.524.919,33
  38. João Pessoa (PB) – R$ 7.042.522.634,87
  39. Blumenau (SC) – R$ 6.793.684.193,96
  40. São Caetano do Sul (SP) – R$ 6.557.571.024,63
  41. Indaiatuba (SP) – R$ 6.461.364.189,15
  42. Santo André (SP) – R$ 6.459.673.691,98
  43. Betim (MG) – R$ 6.208.435.253,42
  44. Niterói (RJ) – R$ 6.168.857.229,50
  45. Maringá (PR) – R$ 5.954.979.048,53
  46. Camaçari (BA) – R$ 5.915.748.644,38
  47. Teresina (PI) – R$ 5.848.623.107,87
  48. Natal (RN) – R$ 5.589.895.030,31
  49. Londrina (PR) – R$ 5.227.139.259,98
  50. Cotia (SP) – R$ 5.154.042.453,10
  51. Santa Cruz do Sul (RS) – R$ 4.930.144.245,81
  52. Jaraguá do Sul (SC) – R$ 4.762.686.808,58
  53. Anápolis (GO) – R$ 4.669.935.719,15
  54. Porto Velho (RO) – R$ 4.635.990.996,16
  55. Extrema (MG) – R$ 4.632.480.514,67
  56. Araxá (MG) – R$ 4.545.078.228,12
  57. São José do Rio Preto (SP) – R$ 4.544.772.674,11
  58. São José (SC) – R$ 4.533.357.898,79
  59. Santana de Parnaíba (SP) – R$ 4.460.835.293,12
  60. Diadema (SP) – R$ 4.437.470.356,78
  61. Ponta Grossa (PR) – R$ 4.419.466.805,09
  62. Macaé (RJ) – R$ 4.392.148.620,77
  63. Duque de Caxias (RJ) – R$ 4.311.867.436,95
  64. Vila Velha (ES) – R$ 4.301.065.263,49
  65. Sumaré (SP) – R$ 4.270.330.836,72
  66. Brusque (SC) – R$ 4.227.442.987,83
  67. Araquari (SC) – R$ 4.199.187.340,29
  68. Aracaju (SE) – R$ 4.110.332.718,54
  69. Cajamar (SP) – R$ 4.035.136.423,76
  70. Juiz de Fora (MG) – R$ 3.999.634.628,73
  71. Vinhedo (SP) – R$ 3.898.409.754,01
  72. Chapecó (SC) – R$ 3.808.699.711,47
  73. Limeira (SP) – R$ 3.750.709.616,22
  74. Cascavel (PR) – R$ 3.731.799.901,03
  75. Uberaba (MG) – R$ 3.621.868.580,66
  76. Nova Lima (MG) – R$ 3.500.726.701,92
  77. Mogi das Cruzes (SP) – R$ 3.404.784.629,00
  78. Bauru (SP) – R$ 3.395.161.406,36
  79. Araucária (PR) – R$ 3.376.694.837,65
  80. Guaíba (RS) – R$ 3.355.709.274,11
  81. Itu (SP) – R$ 3.314.789.729,03
  82. Jaguariúna (SP) – R$ 3.293.185.818,56
  83. Cabo de Santo Agostinho (PE) – R$ 3.261.359.112,50
  84. Taubaté (SP) – R$ 3.231.409.269,41
  85. Suzano (SP) – R$ 3.207.348.024,18
  86. Paulínia (SP) – R$ 3.177.492.604,47
  87. Navegantes (SC) – R$ 3.143.915.175,50
  88. Criciúma (SC) – R$ 3.027.432.426,35
  89. Itatiba (SP) – R$ 2.975.487.546,70
  90. São Carlos (SP) – R$ 2.941.240.664,05
  91. Aparecida de Goiânia (GO) – R$ 2.927.924.233,51
  92. Americana (SP) – R$ 2.855.248.277,94
  93. Mauá (SP) – R$ 2.841.792.798,40
  94. São Leopoldo (RS) – R$ 2.827.813.959,90
  95. Novo Hamburgo (RS) – R$ 2.820.904.860,13
  96. Passo Fundo (RS) – R$ 2.816.847.690,00
  97. Feira de Santana (BA) – R$ 2.774.861.900,43
  98. Valinhos (SP) – R$ 2.756.773.637,09
  99. Rio Claro (SP) – R$ 2.739.542.573,99
  100. Palhoça (SC) – R$ 2.737.779.654,16

O IBPT ressalta que os valores usados no estudo referem-se exclusivamente à arrecadação de tributos ministrados pela Receita Federal do Brasil, em que o recolhimento se deu dentro dos limites geográficos de cada município, mas não se tratam da arrecadação que efetivamente entrou nos cofres públicos do município.

Fonte: Portal Terra
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