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Preparação fiscal hoje gera economia real às empresas

Estudos mostram que 95% das empresas brasileiras pagam tributos além do necessário

14 jan 2026 - 11h16
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Foto: Divulgação

Empresas de todos os portes continuam deixando valores expressivos nos cofres públicos por falta de organização fiscal. Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indicam que 95% das organizações brasileiras pagam impostos além do devido, resultado de erros de apuração, enquadramento inadequado de regime ou simples desconhecimento de créditos tributários permitidos pela legislação. A tendência, segundo especialistas, reforça que preparar a operação hoje é a única forma de reduzir custos e blindar o negócio amanhã.

A tributarista Maynara Fogaça, referência nacional em auditoria de crédito tributário, afirma que a falta de planejamento ainda é um dos maiores gargalos da gestão financeira empresarial. “Existe uma diferença enorme entre pagar imposto e pagar certo. A empresa que espera o problema aparecer já está atrasada”, afirma a especialista . Para ela, o planejamento tributário moderno envolve prevenção, revisão técnica e análise contínua da base fiscal, em vez de ações pontuais apenas quando há autuação ou queda no caixa.

O avanço da digitalização fiscal também tornou o ambiente mais rigoroso. Nos últimos anos, a Receita Federal ampliou o cruzamento de informações por meio do SPED, das notas fiscais eletrônicas, das declarações acessórias e de dados financeiros enviados pelas próprias empresas. Pequenas inconsistências podem resultar em bloqueios de compensações ou multas consideráveis, especialmente entre pequenas e médias empresas. “A base tributária precisa estar alinhada com a operação para evitar surpresas negativas lá na frente”, afirma Maynara .

Empresas enquadradas nos regimes de lucro real e presumido são as que mais perdem oportunidades. No lucro real, muitos negócios deixam de aproveitar créditos de PIS e Cofins relacionados a insumos, energia, frete e serviços contratados. No lucro presumido, erros frequentes incluem classificar receitas de forma inadequada ou ignorar ajustes contábeis que poderiam reduzir a carga tributária. “Quando o empresário revisa apenas o básico, inevitavelmente paga a mais. Uma revisão profunda revela valores que fazem diferença real no caixa”, afirma Maynara, que já liderou a recuperação de mais de R$ 200 milhões em tributos para empresas de diversos segmentos .

Além da recuperação de valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, prazo permitido pela legislação, cresce a adoção de uma cultura fiscal estruturada entre empresas mais maduras. O conceito envolve rotinas de auditoria, atualização constante sobre mudanças legais e participação direta da liderança nas decisões tributárias. “Tratar o tributo como centro de custo estratégico e não apenas como burocracia muda completamente o resultado”, afirma a especialista .

Para gestores e contadores, práticas estruturais ajudam a reduzir riscos futuros:

• diagnóstico tributário anual, avaliando se o regime permanece adequado às margens e ao faturamento

• revisão completa dos últimos cinco anos para identificar pagamentos indevidos e créditos não aproveitados

• validação prévia dos dados enviados ao Fisco com apoio de tecnologia e integração de sistemas

• treinamento contínuo da equipe contábil para acompanhar mudanças na legislação e no comportamento fiscalizador

Maynara ressalta que as empresas que adotam essas rotinas preservam recursos e ganham vantagem competitiva. “A revisão tributária não pode ser emergencial. É ferramenta contínua de inteligência e crescimento. Quem se prepara hoje economiza amanhã e evita riscos que poderiam comprometer anos de trabalho”, conclui.

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