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'Brasil gasta uma bomba atômica para combater a inflação', diz Stuhlberger

Para CEO da Verde Asset Management, crescimento baseado em expansão fiscal é insustentável no longo prazo, mas explica resiliência da economia brasileira

27 jan 2026 - 12h00
(atualizado às 12h06)
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Resumo
Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset Management, alerta que o Brasil combate a inflação com altos juros, elevada carga tributária e expansão fiscal, considerada insustentável no longo prazo, apesar de trazer resiliência econômica momentânea.
O CEO da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger
O CEO da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger
Foto: Iara Morselli/Estadão / Estadão

O CEO da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger, disse nesta terça-feira, 27, que a fórmula de crescimento baseada em expansão fiscal é inviável e insustentável no longo prazo, mas explica a resiliência da economia brasileira.

Durante conferência anual do UBS BB com investidores, Stuhlberger disse que, num contexto de baixo desemprego e economia resiliente, a inflação tem sido controlada a uma taxa de juros de 15%, classificada pelo gestor como uma bomba atômica, dado o impacto no custo de financiamento.

"O Brasil está gastando uma bomba atômica para combater a inflação", comentou Stuhlberger.

Ele observou que, para financiar os gastos, a carga tributária chegou a 34,3% do Produto Interno Bruto (PIB), porcentual que sobe para 37,8% quando se inclui a arrecadação não tributária, como dividendos de estatais e concessões. "A noção de que o governo aumentou impostos é real."

Como o governo gasta mais do que arrecada, as despesas públicas, pontuou Stuhlberger, alcançam 38,5% do PIB. "O que é um negócio insano", declarou o gestor.

Conforme Stuhlberger, esse status econômico não se sustenta no longo prazo. "Mas, ao mesmo tempo, isso explica, em grande parte, a resiliência", assinalou o gestor, ao comentar os bons indicadores da atividade econômica. "A dúvida é o que vai acontecer quando o governo tiver que fazer ajuste fiscal", acrescentou.

Estadão
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