Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Estatais federais fecham 2025 com rombo de R$ 5,1 bilhões

Resultado é menor do que saldo negativo de 2024, quando déficit foi de R$ 6,7 bi, mas é o segundo pior da série, ficando atrás apenas do ano anterior

30 jan 2026 - 16h27
(atualizado às 17h35)
Compartilhar
Exibir comentários

BRASÍLIA - O resultado primário das 19 empresas estatais federais consideradas para o Ministério da Gestão e Inovaçãos em Serviços Públicos (MGI) foi de déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025. Trata-se de uma melhora em relação a 2024, quando o rombo foi de R$ 6,7 bilhões, mas é o segundo pior resultado da série, ficando atrás apenas do ano anterior.

O resultado está dentro do limite previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que era déficit de R$ 6,2 bilhões.

Segundo nota do MGI, "o déficit está em linha com o resultado primário das estatais federais apurado pelo Banco Central, que somou R$ 5,1 bilhões e que considera 20 empresas (as mesmas 19 acompanhadas pelo governo e mais ENBPar)".

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A conta, para o ministério, foi "fortemente" impactada pelo investimento e o pagamento de dividendos das estatais.

"Em 2025, as 20 empresas da estatística do Banco Central investiram juntas R$ 5,1 bilhões e pagaram, até junho do mesmo ano, R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio. Investimentos e dividendos refletem situações positivas, mas entram na contabilidade fiscal como despesas, impactando negativamente o resultado primário", escreveu o MGI.

O déficit das estatais foi puxado pelo resultado da Emgepron, que teve um saldo negativo de R$ 2,8 bilhões por conta de investimentos de R$ 2,6 bilhões feitos pela empresa em 2025.

Mesmo com o rombo, fiscal a estatal lucrou R$ 254 milhões no acumulado até setembro. Ela está desenvolvendo o projeto de construção de fragatas.

O MGI aponta que é comum que empresas dependentes do governo podem registrar déficit e ter lucro ao mesmo tempo.

"Entre as 20 empresas que compõem a estatística de resultado primário do BC, 16 estão registrando lucro em 2025, e quatro, prejuízo. Entre as 16 empresas lucrativas, oito apresentaram ao mesmo tempo lucro e déficit fiscal", explica a nota.

Correios

Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro (o triplo do ano anterior), além de um déficit de R$ 1,047 bilhão.

Em dezembro do ano passado, foi incluído na LDO de 2026 um dispositivo para retirar até R$ 10 bilhões da meta de déficit das estatais este ano, em aceno ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No final do ano passado, os Correios aprovaram um plano de reestruturação e contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias com garantia do Tesouro Nacional.

Como revelou o Estadão/Broadcast,o rombo bilionário nas contas dos Correios levou a equipe econômica a estudar uma mudança na meta fiscal das empresas estatais neste ano. A meta não será alterada, mas retirar até R$ 10 bilhões do cálculo permite, na prática, um resultado pior sem a necessidade de corte de outros gastos.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade