Papa presta homenagem a herói da independência argentina em Buenos Aires

Leão XIV visitou monumento dedicado ao general José de San Martín

8 nov 2026 - 17h58
Resumo
Na primeira visita papal à Argentina desde 1987, o papa Leão XIV homenageou o herói da independência José de San Martín e reuniu-se com o presidente Javier Milei em Buenos Aires. O giro de quatro dias destaca o contraste entre as críticas do pontífice à desigualdade e as reformas ultraliberais do mandatário argentino. Aclamado por multidões, Leão XIV cumprirá uma agenda voltada a encontros institucionais, grandes missas e atividades com trabalhadores e populações vulneráveis.

O papa Leão XIV prestou homenagem neste domingo (8) ao general José de San Martín, principal herói da independência da Argentina, em cerimônia na Plaza San Martín, em Buenos Aires.

    Acompanhado do chanceler argentino, Pablo Quirno, o pontífice viu um militar depositar uma coroa de flores aos pés do monumento equestre e, após a execução dos hinos da Argentina e do Vaticano, fez um momento de silêncio em respeito ao libertador.

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    A visita ao monumento ocorreu poucos minutos após a chegada do Papa ao Aeroparque Jorge Newbery, onde foi recebido pelo presidente Javier Milei. De lá, o pontífice seguiu em carro aberto até a praça, acompanhado por uma multidão que se aglomerava nas ruas com bandeiras e cartazes.

    A Plaza San Martín estava tomada por fiéis desde horas antes da cerimônia. Após a homenagem a José de San Martín, o Papa seguiu para a Casa Rosada, onde foi recebido novamente por Milei.

    A Argentina é a segunda etapa do giro sul-americano de Leão XIV e não recebia um pontífice desde 1987, com São João Paulo II.

    O antecessor de Robert Prevost, Francisco, foi o primeiro papa argentino na história, porém nunca visitou seu país natal durante os 12 anos em que liderou a Igreja Católica, por temor de que sua presença fosse aproveitada para fins políticos.

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    No trono de Pedro desde maio de 2025, Leão XIV tem mantido o forte teor social que marcou o pontificado de Jorge Bergoglio e faz recorrentes críticas à concentração de renda e à indiferença da sociedade em relação às desigualdades econômicas.

    Milei, por sua vez, não acredita no conceito de "justiça social" e tem promovido uma série de reformas ultraliberais na Argentina. Em quatro dias no país, o Papa terá encontros institucionais, missas multitudinárias e atividades com trabalhadores, jovens, pessoas portadoras de deficiências e presidiários. .

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