Resultado das eleições nos EUA: tsunami democrata tira de Trump controle da Câmara e do Senado

Oposição terá, no mínimo, 54 senadores, caminha para maioria robusta na Câmara e elege governadores em estados importantes e simbólicos

4 nov 2026 - 06h01
(atualizado às 06h07)
Resumo
Em uma expressiva derrota para Donald Trump, o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara e no Senado dos EUA nas eleições de meio de mandato. A oposição garantiu vitórias históricas para governador no Texas, na Geórgia e em New Hampshire, com a eleição inédita de minorias representativas. Apesar dos reveses republicanos no Congresso, Trump afirmou aceitar os resultados, declarou-se disposto a dialogar com os democratas e defendeu os dois primeiros anos de sua gestão como bem-sucedidos.

O Partido Democrata retomou nesta quarta-feira, 4, o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, em uma derrota arrasadora para o presidente Donald Trump.

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Até o início da madrugada, os democratas tinham derrotado senadores republicanos no Texas, Carolinas do Sul e do Norte, Ohio, Minnesota, Iowa e Kansas.

Além disso, reelegeram senadores na Geórgia, Virgínia, Delaware, New Jersey, Rhode Island, Massachussetts, New Hampshire, Colorado, Illinois, Novo México e Oregon.

Com isso, contando os senadores que ainda estão no meio do mandato, chegaram à 52 senadores, um a mais que a maioria necessária para comandar a Casa.

Os democratas ainda têm chance de vencer no Maine, Michigan, Alasca, o que elevaria essa maioria para 55 senadores.

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Controle da Câmara

Na Câmara, os democratas tinham virado, até o início da madrugada, 10 assentos, sete a mais que o necessário para a maioria.

No início da madrugada, os democratas tinham garantidos 192 assentos na Câmara contra 110 dos republicanos.

Com o avanço da apuração na costa oeste, sobretudo na Califórnia, e o avanço dos resultados democratas no resto do país, é improvável que os republicanos revertam a situação.

Uma projeção da rede de TV NBC estima a bancada democrata em 255 deputados contra 180.

Simbolismos nas eleições para governadores

A oposição também obteve vitórias importantes nas eleições para governador, com vitórias de muito simbolismo no Texas, New Hampshire e na Geórgia. O Texas terá a primeira governadora latina, com Gina Hinojosa. A Geórgia terá a primeira governadora negra, com Keisha Bottoms. E New Hampshire elegeu o primeiro governador gay da história dos EUA, com Chris Pappas.

Veja mais detalhes no gráfico abaixo

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'Não me arrependo de nada', diz Trump

O presidente Trump disse, na noite de terça-feira, que estava "absolutamente disposto" a aceitar os resultados das eleições de meio de mandato e preparado para trabalhar com os democratas.

"Estamos, sabe, ansiosos para trabalhar com eles", afirmou ele em uma entrevista por telefone ao The New York Times. "Provavelmente chegaremos a um entendimento."

Trump atribuiu as derrotas republicanas ao fato de ele não estar na disputa e classificou sua decisão de entrar em guerra contra o Irã como uma "decisão muito sensata".

Ele declarou não ter arrependimentos por ter apoiado candidatos como a senadora Darline Graham — republicana da Carolina do Sul — e Ken Paxton, procurador-geral republicano do Texas; ambos foram derrotados em suas respectivas disputas eleitorais.

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Ele insistiu que não se arrependia de nada em relação aos dois primeiros anos de seu segundo mandato, apesar das derrotas generalizadas dos republicanos. "Considero este o período de dois anos mais bem-sucedido na história de qualquer presidente", afirmou.

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