Papa Leão XIV desembarca na Argentina e é recebido por Milei

Robert Prevost é o primeiro pontífice a visitar o país desde 1987

8 nov 2026 - 17h03
(atualizado às 17h12)
Resumo
O papa Leão XIV desembarcou na Argentina para uma visita de quatro dias, sendo recebido pelo presidente Javier Milei, após passar pelo Uruguai e antes de seguir ao Peru. O pontífice, que mantém foco na crítica às desigualdades sociais em contraste com as reformas ultraliberais de Milei, encerra um hiato de visitas papais ao país desde 1987. A chegada ocorreu sob forte esquema de segurança, marcado pela prisão prévia de dois homens: um por ameaças de morte e outro por portar documentos falsos.

O papa Leão XIV chegou neste domingo (8) a Buenos Aires, na Argentina, dando início à sua viagem apostólica por um país que não recebia um pontífice desde 1987, com São João Paulo II.

O líder da Igreja Católica foi recebido na pista do Aeroparque Jorge Newbery pelo presidente Javier Milei, após uma passagem de três dias pelo Uruguai, onde visitou comunidades carentes, se reuniu com universitários e o clero local e celebrou uma vigília para cerca de 100 mil pessoas no Estádio Centenário.

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A Argentina é a segunda etapa do giro sul-americano de Leão XIV, que ainda seguirá para o Peru, em 11 de novembro. O antecessor de Robert Prevost, papa Francisco, foi o primeiro pontífice argentino na história, porém nunca visitou seu país natal durante os 12 anos em que liderou a Igreja Católica, por temor de que sua presença fosse aproveitada para fins políticos.

No trono de Pedro desde maio de 2025, Leão XIV tem mantido o forte teor social que marcou o pontificado de Jorge Bergoglio e faz recorrentes críticas à concentração de renda e à indiferença da sociedade em relação às desigualdades econômicas.

Milei, por sua vez, não acredita no conceito de "justiça social" e tem promovido uma série de reformas ultraliberais na Argentina. Em quatro dias no país, o norte-americano terá encontros institucionais, missas multitudinárias e atividades com trabalhadores, jovens, pessoas portadoras de deficiências e presidiários.

Suspeitas

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Antes da chegada de Prevost, a polícia argentina prendeu um homem de 49 anos em Pilar, a 50 quilômetros de Buenos Aires, por suspeita de ameaçar o Papa de morte.

Além disso, um indivíduo de 25 anos que se passava por bombeiro voluntário e circulava com documentação falsa pela capital foi detido nas imediações de um local onde Leão XIV celebrará uma missa nesta segunda-feira (9), no bairro de Palermo.

O suspeito conduzia uma motocicleta Kawasaki com uma placa que simulava pertencer a um veículo oficial e portava quatro equipamentos de comunicação e várias credenciais.

A juíza federal María Servini determinou sua prisão por suposta falsificação de documento público e intimidação, além da apreensão da motocicleta. 

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