Romer Saucedo, presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia, afirmou que deixou o país nesta quinta-feira, 5, e alegou que teme por sua segurança e da sua família após receber ameaças de morte. O magistrado é alvo de pelo menos duas investigações que envolvem tráfico de drogas.
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Saucedo acusa o presidente Rodrigo Paz de perseguição e afirmou que voltará ao país assim que tiver garantia da sua segurança. Apesar da ordem de prisão expedida pelo Ministério Público do país, o presidente do TSJ nega que exista qualquer tipo de investigação contra ele e afirmou que não renunciará ao cargo no Tribunal.
“O governo já tem um acordo com quem se pretende que exerça a minha suplência. Quero dizer-lhes uma coisa muito clara: Não vou renunciar ao cargo que me deu o voto do povo cruzeño [como é chamada a população de Santa Cruz de la Sierra, uma das cidades mais importantes da Bolívia]", escreveu. O governo boliviano deu um prazo de seis dias para que ele volte ao país antes de definir o novo presidente do TSJ.
Um dos principais nomes que buscam a prisão de Saucedo é o procurador-geral interino, José Armando Urioste, que pediu à Interpol a emissão de um alerta vermelho para localizar o juiz. A ordem de prisão contra o presidente do TSJ é pelos crimes de tráfico de substâncias controladas e associação criminosa.
Não há esclarecimentos sobre qual seria o papel de Romer Saucedo nos crimes pelo fato das investigações estarem sob segredo de justiça. Também não há nenhuma confirmação das autoridades bolivianas de como teria sido a fuga do magistrado do país. A única informação foi publicada por ele próprio nas redes sociais.