A Justiça Federal dos Estados Unidos suspendeu, na noite desta quinta-feira, 5, o início das obras do Arco do Triunfo, proposto pelo Presidente Donald Trump, horas depois da comissão federal aprovar o projeto por 8 votos a 4. A suspensão ocorrerá por duas semanas até que sejam avaliadas contestações sobre sua legalidade.
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De acordo com a agência de notícias AFP, a determinação da juíza Tanya Chutkan, que supervisiona o caso, atende a um pedido apresentado pelos governos de Washington e da Virgínia. Eles apontam possíveis prejuízos ao trânsito, à coordenação dos serviços de emergência e às administrações locais.
O projeto havia sido aprovado pela Comissão Nacional de Planejamento da Capital (NCPC) cerca de duas horas antes, após serem ouvidos depoimentos de dezenas de opositores que questionavam sua validade e finalidade. A principal queixa seria a localização da estrutura de 76 metros de altura, que seria construída ao lado do Cemitério Nacional de Arlington, local onde foram enterrados centenas de milhares de militares americanos.
Em setembro, três militares veteranos e um historiador de arquitetura haviam solicitado o impedimento do início das obras à Justiça Federal dos EUA. Portanto, a decisão vai de encontro à opinião deles e de procuradores-gerais de Washington e da Virgínia.
O monumento que Trump quer construir é significativamente maior que o Arco do Triunfo de Paris, no qual foi inspirado, que possui cerca de 50 metros de altura. Ele também seria maior que o Memorial Lincoln, do outro lado do rio Potomac, com 30 metros de altura.
Os comissários que votaram contrário à aprovação da obra e solicitaram o adiamento, apontam preocupações jurídicas, a falta de uma verba aprovada pelo Congresso para financiar o projeto e dúvidas sobre as afirmações do secretário de Defesa, Pete Hegseth, a respeito do uso militar do arco. Trump já havia declarado que o local funcionaria também como um "complexo militar" para abrigar drones e atiradores de elite, além de armazenar grandes quantidades de munição.