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Opositores tentam impedir que EUA iniciem obras do arco de Trump em Washington

4 set 2026 - 20h51
(atualizado às 21h13)
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Resumo
Veteranos e um historiador pediram à Justiça que impeça o início das obras de um arco triunfal de 76 metros promovido por Donald Trump em Washington, próximo ao Cemitério Nacional de Arlington. Os opositores alegam falta de base legal e de aprovação do Congresso, além de impactos na paisagem histórica da capital. Embora o Departamento do Interior tenha anunciado o avanço do projeto, o governo afirmou em juízo que realizará apenas escavações testes para avaliar artefatos culturais a partir do dia 21.

Um grupo formado por três militares veteranos e ‌um historiador de arquitetura solicitou nesta sexta-feira a um juiz federal que impedisse o governo Trump de dar início às obras de um arco triunfal em Washington.

O Departamento do Interior dos EUA anunciou na quinta-feira planos de dar andamento em breve às obras do arco de 76 metros próximo ao Cemitério Nacional de Arlington, apesar das contestações judiciais e da falta de aprovação ⁠final por parte de uma autoridade governamental de planejamento.

Em um pedido apresentado nesta sexta-feira ao Tribunal ‌Distrital Federal solicitando uma liminar, os advogados dos autores da ação afirmaram que o governo "não tem base legal para as obras". Eles argumentaram que o arco viola a legislação federal e ‌precisa da aprovação do Congresso.

O governo argumentou que uma lei ‌de 1925, que autorizou uma comissão hoje extinta a construir a Ponte Memorial de ⁠Arlington, em Washington, fornece a aprovação do Congresso para o arco — o que é contestado pelos opositores.

Apesar do anúncio feito na quinta-feira no X pelo secretário do Interior, Doug Burgum, de que as obras começariam após "uma espera muito longa", o governo afirmou em um documento judicial nesta sexta-feira que o trabalho de escavação planejado no local do arco "não constitui construção, nem demolição em preparação para ‌a construção, de um arco".

O governo acrescentou em seu documento judicial que planeja cavar quatro "poços de teste" ‌para avaliar se há artefatos ⁠ou materiais culturais no local, ⁠a partir de 21 de setembro. Ele afirmou que restauraria o local até 31 de outubro.

O arco faz ⁠parte de um esforço mais amplo de Trump ‌para deixar sua marca arquitetônica na ‌capital dos Estados Unidos, com projetos que incluem um novo salão de festas na Casa Branca, a reforma do Espelho d'Água do Lincoln Memorial e a remodelação de um campo de golfe no East Potomac Park.

Com um projeto que evoca o Arco do Triunfo ⁠de Paris, o monumento seria erguido próximo ao Cemitério Nacional de Arlington, um cemitério militar, o que, segundo seus defensores, honraria o sacrifício dos veteranos norte-americanos.

Os opositores afirmam que o arco destruiria a linha de visão histórica cuidadosamente projetada do cemitério entre o Lincoln Memorial e a Casa de Arlington.

O projeto também ainda não recebeu a ‌aprovação final da Comissão Nacional de Planejamento da Capital, que está avaliando se deve conceder uma exceção ao limite de altura de construção de 40 metros que se aplica à ⁠maior parte de Washington.

A juíza federal Tanya Chutkan, em abril, questionou veementemente a autoridade de Trump para construir o arco. O governo concordou, em abril, em dar um aviso prévio de 14 dias antes de iniciar a construção.

O Departamento do Interior reiterou esse plano de notificação nesta sexta-feira.

No documento judicial apresentado nesta sexta-feira, os opositores do projeto apontaram a construção de um salão de festas por Trump no terreno da Casa Branca como um "exemplo a ser evitado", afirmando que o governo prosseguiu com a obra mesmo depois que um Tribunal Distrital a considerou ilegal e o Tribunal de Apelações confirmou a decisão.

Na semana passada, em uma decisão por 5 votos a 4, a Suprema Corte dos EUA permitiu que a construção do salão de festas continuasse enquanto Trump contesta uma ordem judicial que suspenderia grande parte da obra, e o presidente da Suprema Corte, John Roberts, em voto divergente, classificou o projeto como "provavelmente ilegal".

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