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Justiça da Itália diz que brasileira matou companheiro na Itália por dinheiro

Adilma Carneiro foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de Fabio Ravasio

4 set 2026 - 17h35
(atualizado às 17h42)
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Resumo
A Justiça italiana condenou a brasileira Adilma Pereira Carneiro à prisão perpétua pelo assassinato de seu companheiro, Fabio Ravasio, cometido por interesses financeiros ligados à herança da vítima. Apontada como a mentora do crime executado com métodos militares, Adilma chegou a fraudar a paternidade de seus filhos para lucrar mais. Outros sete cúmplices, incluindo o marido formal, um filho e um ex-amante da brasileira, também foram condenados com penas que variam de 14 anos à prisão perpétua.

O Tribunal de Justiça de Busto Arsizio, na região da Lombardia, determinou que a brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida na Itália como a "louva-a-deus de Parabiago", assassinou o companheiro, Fabio Ravasio, por razões financeiras.

Adilma Carneiro foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de Fabio Ravasio
Adilma Carneiro foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de Fabio Ravasio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Na sentença de quase 250 páginas, que fundamentou a condenação de Adilma à prisão perpétua e as penas impostas aos demais envolvidos no crime, os magistrados apontaram a brasileira como "o verdadeiro fulcro conceitual, motriz e organizacional de todo o plano".

Segundo os juízes lombardos, a decisão de matar o companheiro italiano foi motivada por interesses financeiros, com o objetivo de se beneficiar da herança da família da vítima. Ela também pretendia usar os dois filhos gêmeos mais novos para aumentar a quantia que receberia após a morte de Ravasio.

"Ela vinha propositalmente apresentando falsamente [as crianças] como filhos de Fabio Ravasio, chegando ao ponto de falsificar passaportes e certidões de nascimento. Há também uma intenção comprovada de falsificar os testes de DNA das duas crianças. Adilma elaborou o plano de assassinato, recrutou cúmplices, organizou a execução do crime e coordenou a fase subsequente de ocultação do veículo, tentando também influenciar os depoimentos dos cúmplices e atribuir a culpa a alguns deles", diz a sentença.

No discurso de encerramento do caso, o procurador público Ciro Caramore definiu o crime protagonizado pela brasileira como um homicídio cometido com "métodos militares". A sentença foi proferida pouco menos de dois anos após o assassinato.

Adilma era a principal ré no processo e, segundo a acusação, agiu ao lado de sete cúmplices: Marcello Trifone, seu marido no papel; Igor Benedito, filho da brasileira; e Massimo Ferretti, ex-amante dela, além de Fabio Oliva, Mirko Piazza, Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi. Todos foram condenados pelas autoridades italianas.

O filho da brasileira, que dirigia o veículo usado para atropelar Ravasio, foi condenado a 23 anos de prisão. Ferretti, antigo namorado de Adilma, recebeu pena de 24 anos. Piazza e Oliva foram condenados a 14 anos de prisão cada um, enquanto Daibi recebeu pena de 22 anos. Lavezzo e Trifone, por sua vez, receberam a mesma pena imposta a Adilma: prisão perpétua.

Ansa - Brasil
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