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Witkoff e Kushner viajam ao exterior para discutir paz na Ucrânia, diz Trump

4 set 2026 - 17h10
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Resumo
Donald Trump enviou o negociador Steve Witkoff e seu genro Jared Kushner ao exterior para apresentar uma nova proposta de paz para a guerra na Ucrânia. A previsão inclui viagens a Moscou e Kiev, embora o itinerário ainda sofra alterações. A iniciativa ocorre em meio a negociações paralisadas e ceticismo da inteligência ocidental e ucraniana sobre o real interesse de Vladimir Putin em um cessar-fogo, evidenciado por novos ataques russos de drones contra a capital ucraniana.

O enviado especial dos ‌Estados Unidos, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Donald Trump, estão partindo para o exterior a fim de tentar chegar a um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, disse o presidente dos EUA a jornalistas nesta sexta-feira.

Durante declarações no ⁠Salão Oval, Trump sugeriu que os EUA têm uma nova proposta ‌concreta com o objetivo de pôr fim à guerra, que já está em seu quinto ano. Ele não entrou em detalhes ‌sobre o que seria essa proposta, ‌nem disse se Witkoff e Kushner viajariam para a Ucrânia, ⁠para a Rússia ou para os dois países.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou nesta sexta-feira que os dois homens voariam para a Ucrânia no domingo, após visitarem Moscou.

"Temos uma ideia para a paz", disse Trump.

"Enviei Steve Witkoff e Jared Kushner, dois excelentes negociadores. ‌Eles têm feito um ótimo trabalho, e nós os enviamos para ver ‌se conseguimos ou não ⁠chegar a ⁠um acordo. E pode haver uma boa chance de que consigamos."

A dupla planejava ⁠viajar para Moscou no fim ‌de semana, seguida de ‌uma visita a Kiev, haviam informado anteriormente duas fontes à Reuters. No entanto, o itinerário tem sofrido alterações nos últimos dias, e a parte da viagem a Kiev ainda não estava ⁠totalmente confirmada, disse uma das fontes nesta sexta-feira.

As tentativas do governo Trump de resolver a guerra na Ucrânia não deram resultado, e as negociações ficaram paralisadas nos últimos meses.

No final de agosto, o diretor da Agência Central ‌de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, viajou a Moscou, em parte para pressionar seus homólogos locais a considerarem um acordo, segundo reportagens da ⁠Reuters e de vários outros veículos de comunicação.

A maioria dos oficiais de inteligência ocidentais duvida que o presidente russo, Vladimir Putin, esteja interessado em um acordo de curto prazo, enquanto a inteligência ucraniana acredita que ele, na verdade, provavelmente intensificará a guerra, em vez de amenizá-la no horizonte próximo. 

Um drone russo atingiu a sede do serviço de segurança ucraniano SBU, em Kiev, nesta sexta-feira, um dos alvos de maior destaque atacados durante a guerra.

Witkoff, que é efetivamente o principal negociador dos EUA no âmbito da guerra na Ucrânia, já viajou para Moscou inúmeras vezes, mas ainda não visitou a Ucrânia.

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