Witkoff e Kushner viajam ao exterior para discutir paz na Ucrânia, diz Trump
Donald Trump enviou o negociador Steve Witkoff e seu genro Jared Kushner ao exterior para apresentar uma nova proposta de paz para a guerra na Ucrânia. A previsão inclui viagens a Moscou e Kiev, embora o itinerário ainda sofra alterações. A iniciativa ocorre em meio a negociações paralisadas e ceticismo da inteligência ocidental e ucraniana sobre o real interesse de Vladimir Putin em um cessar-fogo, evidenciado por novos ataques russos de drones contra a capital ucraniana.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Donald Trump, estão partindo para o exterior a fim de tentar chegar a um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, disse o presidente dos EUA a jornalistas nesta sexta-feira.
Durante declarações no Salão Oval, Trump sugeriu que os EUA têm uma nova proposta concreta com o objetivo de pôr fim à guerra, que já está em seu quinto ano. Ele não entrou em detalhes sobre o que seria essa proposta, nem disse se Witkoff e Kushner viajariam para a Ucrânia, para a Rússia ou para os dois países.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou nesta sexta-feira que os dois homens voariam para a Ucrânia no domingo, após visitarem Moscou.
"Temos uma ideia para a paz", disse Trump.
"Enviei Steve Witkoff e Jared Kushner, dois excelentes negociadores. Eles têm feito um ótimo trabalho, e nós os enviamos para ver se conseguimos ou não chegar a um acordo. E pode haver uma boa chance de que consigamos."
A dupla planejava viajar para Moscou no fim de semana, seguida de uma visita a Kiev, haviam informado anteriormente duas fontes à Reuters. No entanto, o itinerário tem sofrido alterações nos últimos dias, e a parte da viagem a Kiev ainda não estava totalmente confirmada, disse uma das fontes nesta sexta-feira.
As tentativas do governo Trump de resolver a guerra na Ucrânia não deram resultado, e as negociações ficaram paralisadas nos últimos meses.
No final de agosto, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, viajou a Moscou, em parte para pressionar seus homólogos locais a considerarem um acordo, segundo reportagens da Reuters e de vários outros veículos de comunicação.
A maioria dos oficiais de inteligência ocidentais duvida que o presidente russo, Vladimir Putin, esteja interessado em um acordo de curto prazo, enquanto a inteligência ucraniana acredita que ele, na verdade, provavelmente intensificará a guerra, em vez de amenizá-la no horizonte próximo.
Um drone russo atingiu a sede do serviço de segurança ucraniano SBU, em Kiev, nesta sexta-feira, um dos alvos de maior destaque atacados durante a guerra.
Witkoff, que é efetivamente o principal negociador dos EUA no âmbito da guerra na Ucrânia, já viajou para Moscou inúmeras vezes, mas ainda não visitou a Ucrânia.
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