Juiz determina que E. Jean Carroll pode receber indenização de US$5 milhões imposta a Trump

8 jul 2026 - 18h41

Um juiz federal autorizou, nesta quarta-feira, o pagamento de uma indenização multimilionária à colunista de revista E. Jean Carroll, em cumprimento a uma sentença civil de 2023 na qual um júri considerou o presidente Donald Trump responsável por ⁠abuso sexual e difamação contra ela.

O juiz federal Lewis Kaplan, ‌de Manhattan, ordenou o pagamento de quase US$5,8 milhões à ex-colunista de conselhos da revista Elle, valor que corresponde ‌à indenização original de US$5 milhões ‌mais juros.

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Os fundos estavam retidos em conta de ⁠garantia enquanto Trump recorria da sentença, mas a Suprema Corte dos EUA, em 29 de junho, recusou-se a julgar o caso do presidente republicano. Nenhum dos nove juízes, incluindo três nomeados por Trump, manifestou dissidência.

Trump recorreu da decisão de Kaplan ‌ao tribunal federal de apelações de Manhattan, menos de uma ‌hora depois que ⁠o juiz a ⁠proferiu.

"O povo norte-americano está ao lado do presidente Trump ao exigir o ⁠fim imediato de todas ‌as caças às bruxas, ‌incluindo a farsa financiada pelos democratas das mentiras de Carroll", afirmou um porta-voz dos advogados de Trump em comunicado.

Os advogados de Carroll não fizeram comentários imediatos.

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Em um ⁠documento judicial apresentado na noite de terça-feira, os advogados de Trump afirmaram que Carroll deveria esperar para receber a indenização até que a Suprema Corte analisasse a nova tentativa de Trump de anular ‌o veredicto.

Os advogados afirmaram que Trump sofreria danos irreparáveis e enfrentaria uma "perda irrecuperável" caso Carroll concretize sua intenção declarada de ⁠doar o dinheiro, pois, uma vez que ela o faça, provavelmente não será possível recuperar os recursos.

Eles também afirmaram que permitir que Carroll receba a indenização, apenas para que a Suprema Corte conceda uma nova audiência, "minaria a confiança do público em um processo judicial ordenado" em um momento em que os apoiadores de Trump e alguns críticos, segundo seus advogados, expressam "preocupações com a instrumentalização do sistema jurídico por motivos políticos".

Trump apresentou uma petição à Suprema Corte nesta quarta-feira para que seu recurso fosse reexaminado. A Suprema Corte raramente aceita recursos após tê-los indeferido inicialmente.

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