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Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de grandes sucessos da TV

Autor é o nome por trás de grandes produções, como 'Pantanal', 'Renascer' e 'O Rei do Gado'

7 jul 2026 - 08h44
(atualizado às 10h30)
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Benedito Ruy Barbosa, autor
Benedito Ruy Barbosa, autor
Foto: Reprodução | Arquivo Globo

O autor Benedito Ruy Barbosa, de 95 anos, morreu na manhã desta terça-feira, 7, aos 95 anos, em São Paulo.

De acordo com apuração do Terra, ele morreu por causa de complicações da insuficiência renal crônica (IRC). Ele estava internado no HCor. "A instituição se solidariza com os familiares e amigos neste momento de pesar", diz um trecho do comunicado emitido pelo hospital.

Benedito Ruy Barbosa estava internado na unidade há algumas semanas. Segundo a GloboNews, o velório será realizado no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo, das 15h às 21h. Exclusivamente, a primeira hora do rito fúnebre será aberta ao público; as demais serão reservadas à família.

No último boletim médico obtido pelo Terra, a equipe do hospital confirmou a internação do autor. De acordo com o documento, assinado pelos médicos Alexandre Biasi Cavalcanti e Cyrilo Emilio Zuccon Mantovani, o autor estava internado e, por questões de idade avançada, não tinha previsão de alta.

Vale lembrar que Benedito Ruy Barbosa foi diagnosticado com insuficiência renal crônica há três anos. Desde então, ele vem passando por diversas internações. A última delas havia sido no início de 2026.

Ao longo da carreira, o autor emplacou diversos sucessos na televisão. Ele, por exemplo, é o nome por trás de Pantanal, Renascer e O Rei do Gado. Seu último trabalho na TV foi Velho Chico, que foi ao ar em 2016.

Infância simples no interior

Natural de Gália, no interior de São Paulo, Benedito Ruy Barbosa nasceu em 17 de abril de 1931. O mais velho de cinco irmãos, cresceu e foi criado em uma cidade vizinha, Vera Cruz, região conhecida por concentrar grandes cafezais, pela presença marcante dos imigrantes japoneses e italianos.

Em 1942, seu pai, Otávio Barbosa, morreu e ele precisou arrumar um emprego para ajudar a mãe, Aurora Medeiros Barbosa, no sustento da família. Seu primeiro trabalho foi como auxiliar de guarda-livros. Procurando crescimento profissional, mudou-se para São Paulo, onde passou a estudar de noite.

Após conquistar estabilidade financeira, ele trouxe a família para morar na capital paulista, no Bom Retiro. Além do trabalho formal, ele complementava sua renda trabalhando como vendedor de verduras na feira. Mais tarde, migrou para a área da contabilidade e passou pelo Banco Boston, onde permaneceu por anos.

Nasce um dramaturgo

Depois disso, aceitou o convite de um firma em Maringá, no Paraná, para trabalhar no setor comercial. Por lá, teve contato com a zona rural novamente, o que inspirou a escrever seu primeiro romance: Fogo Frio (1959), que mais tarde se tornaria peça de teatro dirigida por Augusto Boal no Teatro de Arena.

Em 1954, venceu um concurso promovido pelo jornal Estado de São Paulo e foi contratado como revisor. No veículo, também foi repórter de esportes e colunista. Depois, ainda passou pela Gazeta e Radial.

Nesse meio tempo, Fogo Frio virou sucesso de bilheteria e o rendeu um convite para trabalhar como roteirista na agência J. W. Thompson, onde passou a cuidar de todas as novelas patrocinadas pela Colgate-Palmolive e como autor da empresa multinacional, escreveu Somos Todos Irmãos (1966), uma adaptação do romance A Vingança do Judeu, de J. W. Rochester, na época, transmitida pela TV Tupi.

Benedito Ruy Barbosa também teve passagens pela TV Excelsior, pela Record TV e pela TV Cultura.

Sucesso sem limites

Em 1976 assinou contrato com a Globo para escrever O Feijão e o Sonho, que foi sucedido por: À Sombra dos Laranjais (1977) e Cabocla (1979). No meio desse período, por causa de turbulências burocráticas com a Globo, teve uma curta passagem pela TV Bandeirantes, onde escreveu as novelas Os Imigrantes (1981).

Mas logo voltou à Globo, onde lançou: Paraíso (1982), Voltei pra Você (1983), De Quina pra Lua (1985), Sinhá Moça (1986), Vida Nova (1988), além de dirigir e reformular o Sítio do Picapau Amarelo.

Um dos maiores 'estouros' de Benedito Ruy Barbosa ocorreu em 1990, quando migrou para a TV Manchete e lançou Pantanal. O sucesso foi tão estrondoso que, logo depois, voltou à Globo para escrever uma novela sobre o interior baiano, no caso, Renascer (1993). Em 2000, ele buscou inspiração em suas raízes para narrar um romance ambientado no final do século XIX. Claro, trata-se de Terra Nostra.

Ao longo da carreira, Benedito Ruy Barbosa ainda assinou remakes de suas obras, como Sinhá Moça (2006) e Meu Pedacinho de Chão (2014). Em 2016, assinou com Luiz Fernando Carvalho a novela Velho Chico, considerada sua despedida da teledramaturgia.

Fonte: Portal Terra
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