O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta quarta-feira ao seu homólogo sírio, Ahmed al-Sharaa, que havia decidido retirar o país da lista norte-americana de Estados designados como patrocinadores de terrorismo.
"Prometi remover todas as barreiras que impedem vocês de reconstruir seu país e, muito em breve, vocês finalmente poderão fazê-lo", escreveu Trump em uma carta a Sharaa, à qual a Reuters teve acesso.
"Temos empresas dos EUA prontas para investir na Síria e ajudar a tornar seu país maior e mais próspero do que nunca", acrescentou ele na carta que, segundo uma autoridade sênior do governo dos EUA, foi entregue a Sharaa após a reunião entre os dois em Ancara nesta quarta-feira.
Trump disse que notificou o Congresso, que agora realizará uma análise de 45 dias antes que a decisão possa entrar em vigor.
A designação como Estado patrocinador do terrorismo acarreta restrições à assistência externa dos EUA, às exportações de material de defesa e a certas transações financeiras.
O presidente do banco central da Síria, Safwat Raslan, afirmou que a medida dos EUA abre novas perspectivas para investimentos, recuperação econômica e a reintegração da Síria à economia global, de acordo com uma postagem no Telegram.
No ano passado, Trump assinou um decreto que encerrou um programa de sanções dos EUA contra a Síria, permitindo o fim do isolamento do país do sistema financeiro internacional.
Várias empresas sauditas estão planejando investimentos de bilhões de dólares como parte dos esforços de Riad para apoiar a recuperação do país, enquanto outros países do Golfo também prometeram assistência financeira.
Trump elogiou nesta quarta-feira Sharaa, que foi comandante da Frente Nusra, da Al-Qaeda, na Síria, antes de romper laços com o grupo em 2016. Ele então liderou uma coalizão de facções rebeldes islâmicas no final de 2024 para derrubar Assad.
Trump incentivou as ações de Sharaa contra o grupo militante Estado Islâmico na região.
"Ele é respeitado por todos, inclusive por mim", disse Trump.