Reconstituição da morte de agricultor em Pelotas entra no segundo dia com versão da viúva nesta quarta-feira (13)

Simulação busca esclarecer como ocorreu a ação da Brigada Militar que terminou com a morte de Marcos Nörnberg

13 mai 2026 - 10h03

A reprodução simulada da ocorrência policial que resultou na morte do agricultor Marcos Nörnberg entra em sua segunda etapa nesta quarta-feira (13), em Pelotas.

Foto: Redes Sociais/Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Após uma madrugada voltada à versão dos policiais militares envolvidos, os trabalhos coordenados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) serão baseados agora no relato da viúva da vítima, Raquel Nörnberg, que presenciou a ação no sítio da família.

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Os trabalhos devem ser retomados por volta das 20h, repetindo o horário e as condições de luminosidade da madrugada de janeiro deste ano, quando o crime ocorreu. Na primeira fase, concluída no início desta quarta, cerca de 30 servidores refizeram os passos dos brigadianos dentro da propriedade rural às margens da BR-392, utilizando lanternas para simular o deslocamento no escuro.

A perícia busca esclarecer contradições fundamentais sobre os momentos finais da abordagem. Embora a Brigada Militar tenha afirmado inicialmente que não houve crime, a corporação agora investiga uma possível combinação de versões entre os agentes. Recentemente, celulares dos policiais participantes da operação foram apreendidos para perícia técnica pela Corregedoria.

A morte de Marcos Nörnberg gerou forte mobilização de movimentos ligados ao campo e familiares, que questionam a legitimidade da operação realizada em 15 de janeiro. Além da Polícia Civil, o caso é monitorado de perto pelo Ministério Público Militar e pela Corregedoria da BM, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal na logística da simulação.

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