Moraes suspende Lei da Dosimetria até que STF analise ações sobre constitucionalidade

Ministro foi sorteado relator de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), ajuizadas na sexta-feira, 8

9 mai 2026 - 14h24
(atualizado às 15h08)
O ministro Alexandre de Moraes, do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, neste sábado, 9, a aplicação da Lei da Dosimetria. Moraes foi sorteado relator de duas ações que questionam a constitucionalidade da nova lei. A suspensão vale até que o STF termine de julgar tais ações.

A Lei da Dosimetria estabelece a redução das penas de condenados pelo 8 de janeiro. Assim, segundo Moraes, ele não poderia começar a julgar os pedidos de redução das defesas com base na nova lei, já que ainda existem essas duas ações tramitando no STF sobre a validade do texto. 

Publicidade

As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7966 e 7967, que questionam a Lei da Dosimetria, foram ajuizadas na sexta-feira, 8, pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede.

O ministro relator já pediu informações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Congresso Nacional nas ações contra a lei, com o prazo de cinco dias para receber as respostas. Depois, ele ouvirá na sequência a Advocacia-Geral da União (AGU) e, depois, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terão prazo de três dias cada para se manifestar. O rito adotado pelo relator está previsto no artigo 10 da Lei das ADIs.

Davi Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria, que abre caminho para reduzir pena de Bolsonaro
Video Player

Como funciona a Lei da Dosimetria?

Promulgada na sexta-feira, 8, presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a Lei da Dosimetria prevê redução de penas e facilita progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados e apoiadores envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro.

As reduções, no entanto, não são automáticas. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as penas dos condenados eventualmente beneficiados pelo PL, desde que a Corte seja provocada por uma das partes interessadas, como a defesa ou o Ministério Público.

Publicidade

O recálculo deverá ser feito pelo relator das ações penais, o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas execuções penais ligadas à trama golpista.

Fonte: Portal Terra
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações