Bolsonaro tem crises de soluço e pressão instável após receber alta, diz relatório médico

Documento enviado ao STF afirma que ex-presidente precisou de ajuste no tratamento e aumento de medicações

8 mai 2026 - 22h51
(atualizado às 23h00)
Bolsonaro recebeu alta na segunda-feira, mas apresentou piora no quadro
Bolsonaro recebeu alta na segunda-feira, mas apresentou piora no quadro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou episódios de "soluços intensos e prolongados" nas últimas 48 horas, além de oscilações na pressão arterial, segundo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 8. De acordo com os médicos responsáveis pelo acompanhamento, foi necessário ajustar a terapia e aumentar as medicações, mas a resposta ao tratamento ainda é considerada parcial.

Bolsonaro havia deixado o hospital na segunda-feira, 4, após passar por uma cirurgia no ombro direito para corrigir lesões no manguito rotador. O procedimento foi realizado no Hospital DF Star.

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No relatório encaminhado ao STF, os médicos afirmaram que a cirurgia ocorreu sem complicações e que o ex-presidente apresentou boa recuperação inicial. Bolsonaro recebeu alta hospitalar ainda no dia 4 de maio e seguia utilizando analgésicos contínuos, com melhora das dores pós-operatórias. No entanto, o quadro mudou nos últimos dias.

"Porém nas últimas 48 horas apresentou quadros de soluços intensos e prolongados, atribuídos a estímulo e/ou irritação do nervo frênico, além de oscilações nos níveis pressóricos, sendo necessário ajuste terapêutico e incremento das medicações específicas, com resposta parcial até o momento", relataram os médicos.

Os episódios de soluço já haviam causado complicações recentes no estado de saúde de Bolsonaro. Em março, ele ficou internado por duas semanas em Brasília para tratar uma pneumonia associada a crises prolongadas de soluço.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em março. A medida teve prazo inicial de 90 dias e foi autorizada para que ele pudesse se recuperar da broncopneumonia.

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Antes da decisão, o ex-presidente estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Fonte: Portal Terra
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