Os irmãos Ronivaldo Rocha dos Santos, 40 anos, e Evangelista Rocha dos Santos, 34 anos, foram indiciados pela Polícia Civil do Estado do Ceará por tentativa de feminicídio qualificado contra Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, após as mãos dela serem decepadas com uma foice, em Quixeramobim, no Ceará.
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social ao Terra, o inquérito policial foi concluído no último domingo, 10, pela Delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim. "Com a conclusão do procedimento, os investigados seguem à disposição da Justiça", informou a pasta.
O crime foi registrado no dia 1º de maio. De acordo com o Diário do Nordeste, na ocasião, Evangelista e o irmão Ronivaldo, que é ex-namorado de Ana Clara, foram até a casa da jovem para "tirar satisfação" sobre um vidro do carro quebrado por ela. Durante a discussão, Evangelista desferiu golpes de foice contra a vítima. Os dois foram presos horas após o crime e estão detidos na Unidade Prisional de Caucaia.
Ainda conforme o jornal, a análise dos celulares dos irmãos revelou que, após o crime, Evangelista estava preocupado em conseguir fugir e tentou pedir R$ 1 mil emprestados. "A culpa vai toda subir para mim. Quem tem que sumir sou eu", disse.
Em mensagens, Ronivaldo também falou que a "vida deles tinha acabado" e afirmou em áudio que era somente "para ter dado umas mãozadas nela para ela respeitar as caras".
"Tal trecho demonstra não apenas ciência integral acerca da execução criminosa, mas verdadeira naturalização das agressões físicas contra Ana Clara, evidenciando contexto contínuo de violência doméstica e aceitação da utilização de violência extrema como forma de controle, dominação e punição da vítima", apontou um trecho do relatório de indiciamento da dupla.
Ana Clara teve uma das mãos decepada e a outra foi parcialmente cortada. Ela também teve ferimentos em várias partes do corpo. Após o crime, a jovem passou por cirurgia de reimplante dos membros. Ela está internada em Fortaleza (CE) em processo de recuperação.
O Terra não localizou a defesa dos citados na matéria. O espaço segue aberto para manifestações.