Empresários são presos em flagrante durante operação contra pedofilia no Vale do Sinos

Ação policial em Ivoti cumpriu mandados de busca e apreendeu mais de 100 terabytes de arquivos de abuso e exploração sexual infantil armazenados em dispositivos digitais

27 jun 2026 - 11h52

Dois empresários foram presos em flagrante nesta sexta-feira (26) sob a acusação de armazenar e compartilhar ilegalmente imagens e vídeos de pornografia infanto-juvenil no município de Ivoti, na região do Vale do Sinos. A ofensiva foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio, contando com o suporte operacional da delegacia local de Ivoti, com o objetivo principal de desarticular redes virtuais dedicadas à disseminação de conteúdos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Foto: Polícia Civil/Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A operação envolveu o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, que foram executados de forma simultânea na sede de uma empresa pertencente aos investigados e também nas respectivas residências particulares dos suspeitos. Por questões legais e de andamento do processo investigativo, a Polícia Civil optou por não realizar a divulgação dos nomes ou ramos de atuação dos empresários detidos.

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O resultado da ação foi consolidado após um trabalho minucioso conduzido pelo setor de inteligência policial, que monitorou o comportamento dos alvos de forma ininterrupta ao longo de três meses. Durante o período de vigilância tecnológica, os agentes reuniram indícios contundentes de que os indivíduos utilizavam servidores e redes compartilhadas para realizar o download sistemático e em larga escala de arquivos criminosos. Durante as vistorias nos imóveis, os policiais encontraram vasto material proibido e apreenderam computadores desktop, notebooks, smartphones de última geração e diversas mídias físicas de armazenamento, como pendrives e discos rígidos externos.

Conforme o relatório preliminar apresentado pelos investigadores, o volume de arquivos de pornografia infanto-juvenil sob a posse dos suspeitos impressionou as equipes, contabilizando mais de 100 terabytes de dados acumulados. Todos os dispositivos eletrônicos e equipamentos de informática recolhidos nos endereços em Ivoti foram lacrados e encaminhados para a sede do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que prestou apoio técnico especializado à operação e agora ficará encarregado de realizar as análises laboratoriais e a extração formal dos dados para robustecer o inquérito judicial.

Com informações: GZH

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