Estrela do bloco Skol, que desfilou neste domingo, 8, no pré-carnaval de São Paulo, o DJ e produtor escocês Calvin Harris publicou dois vídeos em suas redes sociais com detalhes de sua apresentação na Rua da Consolação, no centro da capital paulista. Em um deles, aparece chegando ao trio elétrico escoltado por policiais militares, em meio à multidão e ao empurra-empurra.
No outro, já de cima do trio, ele mostra os foliões aglomerados gritando seu nome. Na postagem, o artista, que vestia uma camisa da seleção brasileira com o nome Calvinho, escreveu: "Ok, that was wild" ("Ok, isso foi selvagem", em tradução livre).
Ao menos nas redes sociais, ele não comentou o tumulto que marcou o bloco do qual participou. Por causa da superlotação, houve empurra-empurra, tumulto e foliões passando mal. Alguns deles tiveram que derrubar grades de contenção para não serem prensados. Embora alguns foliões tenham que ter sido atendidos por bombeiros civis, não houve registro de feridos, segundo a PM.
DJ foi trazido por patrocinadora do carnaval paulistano
Apontado como o rolê mais aleatório do pré-carnaval paulistano, o DJ foi contratado pela Ambev para recolocar a marca Skol novamente na folia paulistana.
Harris cumpriu seu primeiro compromisso com o contratante na manhã deste domingo, 8, em um evento de lançamento da versão zero álcool e zero açúcar da cerveja.
Harris chegou ao local por volta das 11h no Rosewood Hotel, na Bela Vista. Atendeu poucos convidados da marca e alguns fãs. Uma equipe foi contratada para tirar as fotos - não era permitido apontar celulares para o DJ. Ele não conversou com os jornalistas. O meet and greet, como esse tipo de iniciativa é conhecido, durou cerca de 20 minutos. Harris pareceu profissionalmente simpático.
A assessoria do evento disse que Harris aguardava por uma grande iniciativa para voltar a se apresentar no País - a última vez dele por aqui foi em 2015. Achou que o carnaval era um bom negócio.
Harris começou a tocar às 15h15, depois da produção do bloco, com muito cuidado e paciência, conseguir abrir espaço para que os quatro caminhões - um principal e três de apoio - pudessem avançar com segurança pela avenida. O DJ subiu no primeiro deles apenas na Rua Maria Antônia. Em vez da frente, ficou na lateral do caminhão. Muita gente não o viu - ou pensou que ele estava no último carro.
A partir do momento em que Harris começou a tocar, tudo fluiu melhor. A tensão que havia no ar após a confusão durante as apresentações de abertura com artistas brasileiros se dissipou e o público da Consolação, majoritariamente jovem, conseguiu curtir o desfile.
Os funcionários da obra do metrô dançaram em cima dos andaimes. Os moradores da avenida foram para as janelas e varandas dos prédios. Harris foi ovacionado e ouviu o coro dos fãs para hits como Summer. Um clima de grande festa.