Já tínhamos visto de tudo na Ucrânia, até que Rússia enviou para frente de batalha um soldado que só tínhamos visto no cinema
Se funcionar, Svod poderá melhorar identificação de alvos, coordenação e detecção de brechas na defesa ucraniana
Na véspera do quarto ano de guerra, a Rússia ainda não encontrou uma fórmula consistente para romper as defesas ucranianas, apesar de ter mais tropas, um fluxo de suprimentos muito mais estável e um amplo repertório de tecnologias avançadas que, em teoria, deveriam ter mudado o rumo da batalha. Se a guerra no Leste Europeu já era um laboratório sem precedentes para tecnologias bélicas, Moscou deu o passo mais inédito de todos.
O problema que a Rússia tenta resolver
A Forbes relatou que, entre as muitas causas desse desempenho abaixo do esperado, há uma particularmente dolorosa: a incapacidade de muitos oficiais russos na linha de frente de tomar decisões táticas rápidas e sustentáveis ao longo do tempo, justamente aquelas que definem o resultado de confrontos locais que, acumulados, determinam toda uma ofensiva.
Esse déficit não surge do nada, mas da combinação de uma cultura militar rigidamente hierárquica, projetada para executar ordens em vez de improvisar, e uma geração de comandantes extremamente jovens com experiência limitada, pressionados a liderar unidades em um tipo de combate que pune impiedosamente a hesitação e recompensa a adaptação imediata.
O "soldado" Svod
A resposta anunciada é o Svod, uma ferramenta digital de apoio à decisão com inteligência artificial, concebida como um sistema de consciência situacional tática para oficiais destacados na linha de frente. Segundo a descrição do Ministério da Defesa russo, sua função seria reunir e integrar, em um mesmo ...
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