Ele tem 32 anos e não deveria ser capaz disso: desenvolvedor faz Sega Saturn rodar Ray Tracing em tempo real
No hardware original, sem emulações
O Ray Tracing é conhecido hoje como uma das tecnologias mais pesadas da computação gráfica, exigindo placas de vídeo potentes para rodar jogos modernos. No entanto, um desenvolvedor da cena homebrew (autoral) provou que, com engenhosidade técnica, é possível realizar esse feito em um console de mais de 30 anos: o Sega Saturn.
O especialista em Saturn, conhecido como XL2, demonstrou uma versão rudimentar da tecnologia rodando diretamente no hardware original. O resultado é surpreendente: o console consegue manter uma taxa de 15 a 20 FPS, um desempenho considerado bastante jogável para os padrões de jogos 3D daquela época.
Como o Saturn consegue processar Ray Tracing?
O Sega Saturn é famoso na indústria por sua arquitetura interna extremamente complexa e difícil de programar. Para contornar as limitações, XL2 utilizou técnicas matemáticas avançadas:
O sistema utiliza Binary Space Partitioning (Partição Binária de Espaço) para dividir o mundo 3D em planos. Isso permite que o console teste cada vértice e determine onde a luz deve incidir de forma muito mais rápida.
Em um dos clipes, o flash de um disparo de arma atua como fonte de luz em tempo real, gerando sombras que se movem dinamicamente conforme os objetos se deslocam pela sala.
Para ambientes mais complexos, o desenvolvedor combina luzes estáticas com sombras dinâmicas que afetam os personagens, economizando o processamento que seria usado em cálculos desnecessários.
As limitações da época
Especialistas do canal Digital ...
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