200 drones nas mãos de um único soldado: China avança rapidamente em tipo de guerra que até recentemente parecia ficção científica
Ao longo da história, exércitos sempre buscaram na natureza maneiras de caçar, defender e coordenar melhor suas ações, desde ataques em grupo até a seleção do inimigo mais fraco. Hoje, essa antiga tradição militar volta a fazer sentido num contexto radicalmente diferente, marcado por algoritmos, máquinas autônomas e uma nova corrida tecnológica que evoca outros grandes saltos militares do passado.
IA como eixo de combate
Este é o cenário na China, que promove sistematicamente o uso da inteligência artificial nas forças armadas, especialmente em enxames de drones e sistemas autônomos capazes de operar com pouca ou praticamente nenhuma intervenção humana.
O Wall Street Journal noticiou esta semana que o Exército de Libertação Popular possui patentes, artigos acadêmicos e documentos contratuais que demonstram que o futuro da guerra é marcado por um ambiente dominado por algoritmos, onde enxames substituem plataformas individuais e a massa de sistemas baratos pode saturar defesas, atacar alvos e resistir à guerra eletrônica. A experiência da Ucrânia reforça essa visão, mostrando que os drones já são decisivos e que a autonomia se torna cada vez mais valiosa à medida que o controle humano diminui.
Aprendendo com animais
Para descobrir como coordenar enxames em tempo real, pesquisadores chineses estão modelando algoritmos inspirados no comportamento animal. Por exemplo, num experimento realizado na Universidade Beihang, drones de defesa treinados como "falcões" aprenderam a identificar ...
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