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"Estão sob nossos pés": os drones ucranianos agora conseguem atacar soldados russos a distâncias absurdas

O curioso é que a enorme eficácia dos drones está tornando a guerra mais sangrenta, porém menos decisiva

31 jan 2026 - 15h13
(atualizado em 31/1/2026 às 12h19)
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Foto: Xataka

Em todas as guerras modernas, houve um momento em que a tecnologia encurtou brutalmente a distância entre a linha de frente e a morte. De fato, isso já aconteceu com a metralhadora em 1914 ou com a artilharia de precisão no fim do século 20. Na Ucrânia, tudo indica que, agora, se está atravessando esse mesmo ponto de inflexão, em que o combate deixa de ser profundo e manobrável para se tornar imediato, constante e sufocante.

Os números da guerra na Ucrânia deixaram claro que os drones já não são um complemento, mas a principal causa de morte e destruição, responsáveis por entre 70% e 80% das baixas em ambos os lados, segundo serviços de inteligência europeus.

Essa letalidade massiva transformou o conflito em algo muito mais dinâmico no nível tático, mas também mais rígido no estratégico, porque a onipresença dos drones torna extremamente difícil que qualquer um dos dois exércitos consiga uma ruptura decisiva da frente. O resultado é uma guerra de desgaste em que cada metro é conquistado a um custo alto e em que o equilíbrio depende cada vez mais do apoio industrial, tecnológico e político externo.

Guerra sob os pés

Nesse contexto, os drones ucranianos estão operando a distâncias que, há apenas um ano, teriam parecido absurdas, atacando a infantaria russa a pouco mais de um quilômetro da linha de frente e, como afirmam os comandantes à revista Business Insider, "sob os pés" de suas próprias posições.

O uso de unidades de elite de drones para atacar tão de perto reflete a ...

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