Roubo de motos diminui em São Paulo; veja modelos mais visados

Saiba quais são as marcas e configurações de baixa e alta cilindrada que os criminosos mais buscam

7 jun 2026 - 05h29

Os roubos e furtos de motocicletas caíram 22% na Região Metropolitana de São Paulo no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Ituran. Foram registradas 5.857 ocorrências no período, contra 7.545 nos três primeiros meses de 2025.

O grande alvo dos criminosos neste ano tem sido os modelos da Honda. A CG 160 foi, de longe, a motocicleta mais visada, com um total de 1.968 ocorrências de furto ou roubo. Sozinha, a Honda CG 160 respondeu por cerca de um terço de todas as ocorrências registradas na região. Mesmo com o alto índice, o número de casos envolvendo o modelo foi 19% menor do que no primeiro trimestre de 2025.

Publicidade

Completando o top 3, há mais duas motos da Honda: a CG 150, com 247 registros, e a XRE 300, com 201. Os modelos Honda CBX 300 Twister (166), Honda PCX 150 (161) e Honda NXR 160 Bros (138) ocupam a sexta, sétima e oitava posições, respectivamente. A décima posição do ranking é da Honda CG 125, com 126 ocorrências.

As 10 motos abaixo de 500 cilindradas com mais roubos e furtos na Região Metropolitana de São Paulo:

A marca também tem o modelo mais visado entre as motocicletas acima de 500 cilindradas. A CB 500 registrou 33 ocorrências, ficando à frente de modelos como Royal Enfield Himalayan 650 e Triumph Tiger 900.

As 10 motos acima de 500 cilindradas mais roubos e furtos na Região Metropolitana de São Paulo

Publicidade

A Yamaha Fazer 250, segundo modelo mais visado no primeiro trimestre de 2025, teve queda significativa em 2026. Nos três primeiros meses deste ano, ela totalizou 183 ocorrências, contra 350 do ano passado. Sua "irmã", a Yamaha XTZ 250, apresentou números semelhantes, com 186 ocorrências em 2026 e 337 em 2025.

A TVS Sport 110 é a única motocicleta não japonesa no ranking. Ela foi o nono modelo mais visado, com 137 ocorrências. No primeiro trimestre de 2025, o modelo ficou fora do top 10.

Mapa do roubo de moto muda em São Paulo

Na capital paulista, o que tem chamado a atenção é um indício de descentralização dos furtos e roubos de motocicletas. Se em 2025 as ocorrências se concentravam nas zonas Leste e Sul, especialmente em Tatuapé, Campo Limpo e Santo Amaro, em 2026 elas estão mais distribuídas pela cidade.

A região de Santo Amaro, na Zona Sul, assume o posto de mais perigosa, aumentando o número de casos de 82 para 117 no primeiro trimestre de 2026. Na segunda posição vem a Barra Funda, na Zona Oeste, com 80 ocorrências. O Tatuapé (74) aparece em terceiro, seguido por dois bairros da Zona Norte: Santana (73) e Freguesia do Ó (61).

Publicidade

Apesar dessa dispersão, a Zona Sul segue como um dos principais focos dos criminosos, com altos índices de roubos e furtos nas regiões do Capão Redondo (59), Campo Limpo (58) e Grajaú (53).

Entre os modelos acima de 500 cilindradas ocorre um processo semelhante. Atualmente, o Rio Pequeno, na Zona Oeste, é a região com o maior número de ocorrências, assim como Campo Limpo, Jabaquara e Parque Edu Chaves. Em comum, todas essas regiões têm fácil acesso a rodovias e grandes avenidas, o que facilita a fuga dos criminosos.

Furtos crescem na capital

O estudo da Ituran também aponta que a diferença entre furtos e roubos diminuiu em 2026. Entre os modelos abaixo de 500 cilindradas, a participação dos furtos cresceu sete pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando 74,35% das ocorrências.

Entre os modelos mais caros, acima de 500 cilindradas, o número de roubos ainda é maior, mas sofreu uma queda significativa de aproximadamente 11 pontos percentuais em 2026. Nos primeiros três meses do ano, 65% das ocorrências foram de roubos e 35% de furtos.

Publicidade

Os dados mostram que os criminosos priorizam motos mais novas entre os modelos de baixa cilindrada, mas preferem veículos mais antigos quando o alvo são motocicletas acima de 500 cilindradas.

Entre os modelos mais baratos, motos com até dois anos somam 2.042 ocorrências, enquanto modelos com mais de dez anos registraram apenas 780 casos.

A situação se inverte quando falamos das motos acima de 500 cilindradas. Nesse caso, os modelos com mais de dez anos são os mais visados, tendo registrado 151 ocorrências na Região Metropolitana de São Paulo. Já as motos com até dois anos tiveram apenas 72 casos registrados.

Além da queda nas ocorrências, os dados indicam uma mudança no perfil dos crimes: os furtos ganharam participação e os registros passaram a se distribuir de forma mais homogênea pela capital e região metropolitana.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se